Ministro Sérgio Moro presta depoimento na Câmara dos Deputados sobre ‘as mensagens secretas do Caso Lava Jato’; Tese de conluio é adensada com novas revelações do Jornal Folha de S.Paulo

Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, durante depoimento à CCJ do Senado.
Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, durante depoimento à CCJ do Senado. A oposição cobra a demissão do ministro e a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar o possível comprometimento das investigações. Já parlamentares pró-Moro defendem a Operação Lava Jato e criticam o vazamento.

As comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados devem ouvir, em sessão conjunta, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, na próxima terça-feira (25/06/2019). A vinda do ministro foi proposta pelos deputados Marcio Jerry (PCdoB-MA) e Rogério Correia (PT-MG), vice-líderes dos respectivos partidos.

Moro é convidado e, por isso, não é obrigado a comparecer.

Desde o último dia 9, o site The Intercept Brasil tem publicado mensagens supostamente trocadas entre Moro e o procurador-chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que lançam suspeitas sobre a imparcialidade do então juiz Moro na operação.

Rogério Correia alega que as mensagens divulgadas mostram que Moro orientou os procuradores da República em diversas fases da Lava Jato, o que não é permitido por lei, ferindo o princípio da imparcialidade previsto na Constituição Federal e no Código de Ética da Magistratura.

“Nas mensagens o então juiz federal foi muito além do papel que lhe cabia. Moro sugeriu ao procurador que trocasse a ordem de fases da Lava Jato, cobrou agilidade em novas operações, deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação, criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público e deu broncas em Dallagnol como se ele fosse um superior hierárquico dos procuradores e da Polícia Federal”, critica Correia.

No Senado
Na última quarta-feira (19), Moro esteve no Senado falando sobre as mensagens e rebateu a acusação de que agiu de forma parcial na operação Lava Jato com números. Segundo ele, foram 90 denúncias, 45 sentenças e 44 recursos interpostos pelo Ministério Público. De 291 acusados, 211 foram condenados e 63 absolvidos, o que demonstra não ter havido convergência de ações.

A audiência com Moro está marcada para as 10 horas, no plenário 12.

*Com informações da Agência Câmara.


Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Avatar de Redação do Jornal Grande Bahia

Valorize o jornalismo crítico, plural, rigoroso e comprometido com a verdade factual, a democracia, o Estado de Direito e o interesse público, escolha o Jornal Grande Bahia (JGB) como uma de suas fontes preferidas no Google. Clique aqui, selecione o JGB e acompanhe as notícias com mais destaque em suas buscas e recomendações.


Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.

Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo