
Em Osaka, no Japão, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a mudança climática avança mais rápido que as ações para travar o problema. Ele revelou nesta sexta-feira (28/06/2019) que questões serão prioritárias no seu apelo aos líderes das maiores economias do mundo e também destacará a economia global, instabilidade na região do Golfo e disputas comerciais e tecnológicas.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu mais esforços aos líderes do grupo das 20 maiores economias do mundo, G20, para lidar com as mudanças climáticas e questões relacionadas à implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Consequências
Guterres disse que a mudança climática avança mais rápido que as ações para travar o problema, e os desastres naturais estão se tornando mais frequentes, mais intensos e mais dramáticos com consequências humanitárias piorando em todo o mundo.
O secretário-geral destacou ainda que todas as análises feitas mostram que a situação, em termos práticos, é pior do que foi prevista e que a vontade política tem falhado. Para ele, esse é um paradoxo que precisa ser ajustado.
Guterres fará um apelo aos líderes que participam na reunião para um compromisso muito mais forte de seus países para a ação climática. Ele pediu aos Estados que respeitem as medidas sugeridas pela comunidade científica para salvar o planeta.
Recursos
O outro apelo feito à comunidade internacional é que acelere a mobilização de todo o tipo de recursos para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
O chefe da ONU enfatizou o papel do setor privado para que possam ser alcançadas essas metas e destacou que sem este segmento “seria impossível alcançar esses objetivos.”
Em 2015, os países adotaram a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e 17 objetivos mobilizar esforços para o fim da pobreza, combate às desigualdades e às mudanças climáticas, para garantir que ninguém seja deixado para trás.
Mecanismos
Guterres disse que muito ainda precisa ser feito para aumentar a conscientização e mostrar as oportunidades que existem e criar mecanismos para reduzir os riscos.
Dos líderes do G20, o representante espera ainda que possam usar essa plataforma multilateral para tratar de preocupações da ONU, como incertezas na economia global, instabilidade na região do Golfo e disputas comerciais e tecnológicas.
*Com informações da ONU News.









