Prisão de sargento que transportava cocaína em avião da FAB repercute no Plenário da Câmara dos Deputados; Sem investigar, ministro Sérgio Moro banca o adivinho e diz que é caso isolado

Antes de investigar, Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, banca o adivinho e diz que tráfico de drogas em aeronave das Forças Armadas é caso isolado.
Antes de investigar, Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, banca o adivinho e diz que tráfico de drogas em aeronave das Forças Armadas é caso isolado.
Antes de investigar, Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, banca o adivinho e diz que tráfico de drogas em aeronave das Forças Armadas é caso isolado.
Antes de investigar, Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, banca o adivinho e diz que tráfico de drogas em aeronave das Forças Armadas é caso isolado.

Deputados da oposição criticaram o que eles classificaram como falha de segurança do Executivo por permitir embarque de droga em avião oficial da Presidência da República. Integrantes do PSL, porém, disseram que o episódio não pode ser relacionado com o presidente Jair Bolsonaro.

O segundo sargento Manoel Silva Rodrigues, de 38 anos, foi preso na terça-feira (25/06/2019) no aeroporto de Sevilha, na Espanha, por transportar 39 kg de cocaína em sua bagagem, em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).

Para a líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), é estranho o silêncio da Câmara sobre esse “escândalo internacional” de tráfico de drogas. “Não é um problema apenas desse sargento, mas um problema da estrutura de segurança da Nação”, afirmou. Segundo Feghali, o ocorrido atesta uma falha de inteligência brasileira que poderia pôr em risco a vida do presidente da República.

Para o deputado Bibo Nunes (RS), no entanto, o caso não tem nada a ver com Bolsonaro. “Se vocês antigamente aceitavam traficantes ou bandidos nos seus aviões, isso é outra história! Nós vamos simplesmente punir”, disse o parlamentar. O parlamentar acrescentou que o sargento preso estava em outro avião e não naquele em que estava Bolsonaro.

Segundo o líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), o tráfico da cocaína não pode ser tratado como um fato qualquer. “Como é que isso foi colocado no avião sem passar pelo raio-X? Quem autorizou que esse produto fosse colocado no avião sem passar pelo raio-X?”, questionou.

O deputado Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) disse que a conduta de um militar não pode ser usada contra as Forças Armadas. “Ele [sargento] que se responsabilize, que trate do problema. Não foi o presidente da República nem o comandante da Aeronáutica. Sejam responsáveis, senhores deputados, atendam ao que prescreve a lei do povo, responsabilizem-se e não falem isso!”

“Inaceitável’

A aeronave onde estava o militar, que atua como comissário de bordo em voos da FAB, costuma fazer a rota presidencial antes do avião do presidente em viagens longas. Jair Bolsonaro estava em outra aeronave a caminho de Osaka, cidade japonesa onde ocorrerá a reunião do G-20, grupo das 20 maiores economias mundiais.

Em rede social, o presidente da República classificou como “inaceitável” o episódio. “Exigi investigação imediata e punição severa ao responsável pelo material entorpecente encontrado no avião da FAB. Não toleraremos tamanho desrespeito ao nosso país!”, escreveu Bolsonaro.

*Com informações da Agência Câmara.


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