Deputado Rodrigo Maia diz acreditar haver votos para aprovar reforma da Previdência no Plenário; Privilégios para servidores públicos em detrimento da classe trabalhadora foram assegurados

Samuel Moreira (PSDB-SP), deputado federal, relator da Reforma da Previdência, manteve a idade de 55 anos para aposentadoria de policiais ao ler seu voto.
Samuel Moreira (PSDB-SP), deputado federal, relator da Reforma da Previdência, manteve a idade de 55 anos para aposentadoria de policiais ao ler seu voto.
Comissão Especial da Reforma da Previdência da Câmara dos Deputados analisa PEC 6/2019. Por ser uma proposta de emenda à Constituição, são necessários 308 votos favoráveis, em dois turnos. Texto, no entanto, ainda precisa ser aprovado em comissão especial.
Comissão Especial da Reforma da Previdência da Câmara dos Deputados analisa PEC 6/2019. Por ser uma proposta de emenda à Constituição, são necessários 308 votos favoráveis, em dois turnos. Texto, no entanto, ainda precisa ser aprovado em comissão especial.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse agora à noite que considera já haver votos necessários para aprovar a reforma da Previdência (PEC 6/19) no Plenário. São necessários 308 votos em dois turnos para o texto ser aprovado na Câmara. “Não gosto de falar número, mas há mais votos do que eu imaginava”, afirmou.

Ao ser questionado se o número seria maior que 325 deputados – margem mínima sugerida pelo presidente para colocar o texto em votação, Maia respondeu que seria “um pouco mais”.

Segundo ele, os deputados querem votar o texto antes do recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho, de acordo com a Constituição. “Quando se forma uma maioria e essa maioria quer votar, a gente vota”, comentou.

O presidente acrescentou que a Câmara tem trabalhado a favor da aprovação do texto. “Essa reforma seria aprovada em 2060 se não fosse o compromisso das deputadas e dos deputados.”

Antes de ir para o Plenário, a proposta tem de ser aprovada pela comissão especial responsável pela análise da matéria.

Maia nega que haja acordo para beneficiar policiais na reforma da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, negou que haja acordo para reduzir a idade mínima de aposentadoria para policiais federais na proposta da reforma da Previdência. Ele mantém a expectativa de dar início à votação do parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), ainda nesta noite. De acordo com Maia, o ideal é vencer os requerimentos da obstrução na noite de hoje e começar a análise do mérito amanhã a partir das 8h.

Segundo o presidente, não é possível construir um acordo que prejudique a economia prevista, porque, se uma categoria for beneficiada, outras também vão reivindicar os mesmos benefícios e isso pode gerar um efeito cascata e descaracterizar a reforma.

Maia afirmou que deverá ser mantida a regra prevista no substitutivo do relator, que prevê idade mínima de 55 anos para ambos os sexos e 30 anos de tempo de contribuição. Segundo o presidente da Câmara, também permanecerá no texto a vinculação dos policiais militares e bombeiros militares com as regras das Forças Armadas, como proposto pelo Executivo.

“Todo bom acordo que não descaracterize o projeto, estamos dispostos a fazer, mas não há acordo. Não acredito que o governo esteja trabalhando para o destaque ser aprovado, ou seja, derrubar as categorias do texto, isso seria uma sinalização ruim no Plenário porque, se uma categoria sair, vão sair todas. Ninguém está satisfeito com a regra de transição”, destacou Maia.

“Se todas as categorias vão ter um pedágio de 100%, se todos os brasileiros vão ter um pedágio de 100%, a nossa proposta também para as polícias precisa sair da mesma premissa”, afirmou.

Quórum

Maia espera votar a reforma em Plenário na próxima semana, mas ressaltou que a votação só será possível se for garantido um quórum de 495 deputados na sessão no dia da votação.

“Acho que dá para concluir esta semana [na comissão], e vamos trabalhar com a ideia de mobilizar a votação no Plenário. Precisamos ter 495 deputados na Câmara para ter conforto de votar essa matéria com menos risco de não ser aprovada”, afirmou.

Sistema

Rodrigo Maia ressaltou que a reforma é necessária e toda a sociedade tem que contribuir para garantir a solvência do sistema previdenciário do País. Para ele, a reforma vai ajudar na reorganização das despesas públicas para fazer o Brasil votar a crescer e combater a fome.

“Todos vão ter que trabalhar um pouco mais, pagar uma alíquota um pouco maior, mas todos terão a garantia de que, no médio e longo prazo, terão o direito de receber sua aposentadoria. Não queremos que Brasil chegue no ponto que chegaram Grécia, Portugal e Espanha”, disse o presidente.

Relator mantém em 55 anos idade mínima para aposentadoria de policiais

O novo voto complementar do relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), mantém em 55 anos a idade mínima para a aposentadoria dos policiais que servem a União (além dos policiais civis do Distrito Federal).

Mais cedo, líderes partidários haviam afirmado que existiria um acordo para que os policiais que servem a União se aposentassem com idades menores, de 52 anos para mulheres e 53 anos para homens. Os mesmos líderes disseram que o presidente Jair Bolsonaro teria pessoalmente ligado para os parlamentares solicitando a mudança.

O novo voto de Moreira, publicado na noite desta quarta-feira (3), no entanto, mantém as regras para as aposentadorias dos policias: 55 anos de idade, 30 anos de contribuição e 25 anos de efetivo exercício nessas carreiras, para ambos os sexos.

*Com informações da Agência Câmara e Revista Exame.

Samuel Moreira (PSDB-SP), deputado federal, relator da Reforma da Previdência, manteve a idade de 55 anos para aposentadoria de policiais ao ler seu voto.
Samuel Moreira (PSDB-SP), deputado federal, relator da Reforma da Previdência, manteve a idade de 55 anos para aposentadoria de policiais ao ler seu voto.

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