
De acordo com que aponta levantamento feito pelo O Globo, desde 1991, quando Jair Bolsonaro assumiu seu primeiro mandato como deputado dando início à trajetória da “famiglia” na política, ele e seus três filhos, Flávio, Carlos e Eduardo, empregaram mais de uma centena de funcionários com parentesco ou relação familiar entre si.
A desfaçatez e o descaramento deste clã de dementes deixam transparecer que dos 286 assessores nomeados por Jair, Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro, pelo menos 102 possuem algum grau de parentesco ou relação familiar entre si (35%), e vários deles com indícios de que não trabalharam de fato nos cargos.
Um caso emblemático foi o da “famiglia” do policial militar da reserva Fabrício Queiroz, ex-assessor que emplacou sete parentes em três gabinetes da “famiglia” Bolsonaro (Flávio, Carlos e Jair) desde 2006. Personagem de toda esta sórdida trama, a não conhecida e ignorada até o presente momento é Angela Melo Fernandes Cerqueira, ex-cunhada de Queiroz.
Na investigação sobre a suposta prática de ‘rachadinha’, 64 dos 286 funcionários tiveram sigilo quebrado a pedido do MP-RJ. “No fim do ano passado, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou ‘movimentação atípica’ de R$ 1,2 milhão, entre 2016 e 2017, nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio”.
O Coaf também identificou, em outro relatório, que indicam as práticas, não muito ortodoxas e até mesmo criminosas, em que foram realizados depósitos fracionados, em dinheiro, em um período de um mês, que somam cerca de R$ 96 mil na conta de Flávio.
Coroando todo este tipo de crimes praticados contra o erário, mês passado, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, graciosamente concedeu liminar, em resposta a um pedido de Flávio, suspendendo investigações baseadas em compartilhamento de dados do Coaf sem autorização judicial prévia.
Enquanto estes desmandos permanecerem existentes no país, o poder oligárquico exercido por esta “famigilia” de degenerados vai continuar acontecendo com o aval e conivência servil dos podres poderes. O povo neste contexto bizarro continua chafurdando na incúria deste arremedo de república existente no Brasil.
*Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com).









