Força-tarefa da Lava Jato blindou ministro Paulo Guedes e ignorou repasse a empresa de fachada; Investigação constatou pagamento de R$ 561 mil a uma firma envolvida em esquema de lavagem de dinheiro, descoberta ocorreu durante pré-campanha de Jair Bolsonaro

Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Bolsonaro.
Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Bolsonaro. Força-tarefa constatou pagamento de R$ 561 mil a uma firma envolvida em esquema de lavagem de dinheiro. Descoberta foi feita durante pré-campanha de Jair Bolsonaro. A Power Marketing era um escritório de fachada, responsável por lavar dinheiro para esquema de distribuição de propinas a agentes públicos do Paraná.
Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Bolsonaro.
Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Bolsonaro. Força-tarefa constatou pagamento de R$ 561 mil a uma firma envolvida em esquema de lavagem de dinheiro. Descoberta foi feita durante pré-campanha de Jair Bolsonaro. A Power Marketing era um escritório de fachada, responsável por lavar dinheiro para esquema de distribuição de propinas a agentes públicos do Paraná.

As intenções políticas da Lava Jato ficam cada vez mais perceptíveis. Comandada por Sérgio Moro, a operação montou até powerpoint fajuto e sem provas para ir atrás de Lula, mas ignorou repasse ilegal de mais de R$ 500 mil de Paulo Guedes, atual ministro da Economia de Bolsonaro, a uma empresa fantasma.

O esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Guedes foi denunciado em abril de 2018, quando ele já fazia parte da pré-campanha de Jair e faz parte de um intrincado esquema de lavagem de dinheiro no Paraná. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a força-tarefa manipulou para blindar a GPG, empresa ligada a Guedes e seu irmão Gustavo.

Em 2007, a GPG Consultoria, da qual Guedes era sócio-administrador, transferiu R$ 560 mil à Power Marketing Assessoria e Planejamento, operada por Carlos Nasser, assessor do ex-governador Beto Richa (PSDB-PR). Uma semana depois, Carlos Nasser sacou R$ 500 mil da conta da companhia que ele comandava. A Power Marketing era um escritório de fachada, responsável por lavar dinheiro para esquema de distribuição de propinas a agentes públicos do Paraná.

Em abril do ano passado, a Lava Jato denunciou o caso em um documento com 138 páginas. O repasse ilícito de Guedes estava somente em uma nota de rodapé. Enquanto a empresa do atual ministro foi protegida pela força-tarefa, 18 pessoas foram citadas na denúncia e os responsáveis por 2 companhias, que tiveram envolvimento com o escritório de fachada, foram presos, acusados e viraram réus em ação penal. Por outro lado, Guedes ajudou eleger Bolsonaro, tornou-se ministro e segue como o “Posto Ipiranga” do presidente verborrágico.

Modus operandi

O esquema tinha o objetivo de beneficiar a Econorte, do Grupo Triunfo, em concessões de rodovias. A Power Marketing era uma das empresas de fachada que eram contratadas pela Triunfo para simular a prestação de serviços ou a entrega de mercadorias. Carlos Nasser, que trabalhava na Casa Civil do governo paranaense, operava a Power e emitia notas fiscais frias para justificar o recebimento dos pagamentos. O dinheiro, então, era usado para pagar subornos a agentes públicos.

Entre 2005 e 2015, a empresa de Nasser recebeu R$ 2,9 milhões da Rio Tibagi e da Triunfo Participações e Investimentos (TPI), ambas do Grupo Triunfo. Entre junho de 2007 e agosto de 2008, Paulo Guedes era acionista e integrante do Conselho de Administração da TPI, e continuava como sócio da GPG. A empresa de Guedes repassou os R$ 560 mil à Power Marketing em 14 de agosto de 2007.

*Com informações do Jornal Folha de S. Paulo.


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