Ministra do STF Cármen Lúcia arquiva pedido de investigação sobre Sérgio Moro feito pelo PT; Partido acusou de abuso de autoridade; Magistrada protege ministro do Governo Bolsonaro

Ministra do STF Cármen Lúcia protege Sérgio Moro, apesar das evidências de abuso de autoridade e conluio com membros do MPF.
Ministra do STF Cármen Lúcia protege Sérgio Moro, apesar das evidências de abuso de autoridade e conluio com membros do MPF.
Ministra do STF Cármen Lúcia protege Sérgio Moro, apesar das evidências de abuso de autoridade e conluio com membros do MPF.
Ministra do STF Cármen Lúcia protege Sérgio Moro, apesar das evidências de abuso de autoridade e conluio com membros do MPF.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou o arquivamento de um pedido do PT para que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, fosse investigado por supostamente ter tido acesso à investigação sigilosa da Polícia Federal na Operação Spoofing, que apura a invasão de celulares de diversas autoridades.

Cármen Lúcia atendeu a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que não viu indícios de que Moro tenha violado o sigilo da investigação.

O pedido de investigação havia sido feito pela presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e pelo senador Humberto Costa (PT-PE). Os parlamentares acusaram Moro dos crimes de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e supressão de documento.

A motivação dos petistas foi a divulgação de uma nota do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmando que Moro entrou em contato com João Otávio de Noronha, presidente da Corte, para avisar que seu celular fora invadido e que as respectivas mensagens seriam destruídas.

A PGR, porém, disse que a PF negou que Moro tenha tido acesso à investigação, e que não vê desvios na conduta do ministro da Justiça.

“Não há nenhum elemento que indique que o ministro [Moro] tenha obtido conhecimento do teor dos dados telemáticos ilegalmente captados – informações estas protegidas por sigilo, tampouco que tenha divulgado esse conteúdo a terceiros. Do que consta, houve apenas informação a determinadas autoridades públicas no sentido de que teriam sido elas também vítimas do crime investigado”, disse Raquel Dodge em parecer enviado nesta semana ao STF.


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