Procuradores da República viram chance de tirar ministro Gilmar Mendes do STF após renovação no Senado; ORCRIM atuou contra autonomia do Poder Judiciário

Após concluir que impeachment do Gilmar Mendes seria impossível, grupo de procuradores da República decidiram constranger publicamente o ministro do STF.
Após concluir que impeachment do Gilmar Mendes seria impossível, grupo de procuradores da República decidiram constranger publicamente o ministro do STF.
Após concluir que impeachment do Gilmar Mendes seria impossível, grupo de procuradores da República decidiram constranger publicamente o ministro do STF.
Após concluir que impeachment do Gilmar Mendes seria impossível, grupo de procuradores da República decidiram constranger publicamente o ministro do STF.

Os procuradores da República que atuam na força-tarefa do Caso Lava Jato viram na renovação do Senado pós-eleição 2018 uma chance de conseguir o impeachment do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. É o que mostra reportagem publicada nesta quinta-feira (08/08/2019) pelo portal UOL, em parceria com o site The Intercept Brasil.

O pleito do ano passado alterou 24 das 32 cadeiras da Casa então em disputa. Nas contas da força-tarefa, 11 dos recém-chegados eram a favor da “lava jato” e apoiariam o impeachment de Gilmar.

No dia do primeiro turno das eleições, em 7 de outubro, a movimentação começou. O procurador Diogo Castor, então integrante da força-tarefa de Curitiba, escreveu no grupo “Filhos do Januário 3” do Telegram: “Da pra sonhar com impeachment do gm [Gilmar Mendes]?”. A resposta veio da colega Laura Tessler: “Sonhar sempre pode, Diogo. Mas não tem chance de se concretizar”.

No dia seguinte, o procurador Paulo Roberto Galvão, também membro da força-tarefa em Curitiba, voltou ao tema: “Olha aí. Agora sim, pela primeira vez é possível sim de se pensar em costurar um impeachment de Gilmar. Mas algo pensado e conversado e não na louca sem saber onde vai dar”.

O grupo acabou concluindo que o impeachment era inviável, por isso mudou de estratégia: constranger publicamente o ministro Gilmar Mendes tornou-se a meta. “Impeachment, diria, é impossível. Talvez costurar um pedido de convocação, em q ele fique exposto, com cobranças, puxão de orelha e coisa tal, é mais factível. Os novos senadores, q não tem o rabo preso, podem ver isso como uma alavancagem”, especulou o procurador Orlando Martello Junior.

ORCRIM

Observa-se que, de maneira precisa, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes definiu os procuradores da República que atuam na força-tarefa do Caso Lava Jato como membros de uma sofisticada Organização Criminosa (ORCRIM), que age partidariamente, em busca de riqueza e poder pessoal. Na análise do membro do STF, Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro e ex-juiz da 13º Vara Federal de Curitiba, em associação com Deltan Dallagnol, procurador da República e chefe da força-tarefa do Caso Lava Jato, são parte do esquema criminoso.

*Com informações do CONJUR.


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