Ritmos musicais e canções viram material didático em escolas de Feira de Santana

Laboratório-oficina de Língua Portuguesa com foco em gêneros textuais, durante formação oferecida aos professores da área.
Laboratório-oficina de Língua Portuguesa com foco em gêneros textuais, durante formação oferecida aos professores da área.

“Como as músicas podem se transformar em material didático e serem utilizadas em sala de aula, levando em conta a realidade dos alunos?” O questionamento orientou as discussões no laboratório-oficina de Língua Portuguesa com foco em gêneros textuais, durante formação oferecida aos professores da área. A atividade aconteceu esta quarta-feira (28/08/2019), na Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana.

Este foi o segundo encontro desta sequência – o primeiro tratou de fake news. O tema foi proposta pelos próprios professores da Rede Municipal de Educação. Então, a formadora Elizabete Bastos, da equipe técnica da Seduc, pesquisou os estilos musicais mais ouvidos pelos estudantes nas escolas.

Arrocha, rap e funk foram alguns dos mais destacados. “Além do entretenimento, a música é conhecimento; é cultura e é texto. Traz uma mensagem, um discurso, ecoa elementos que precisam ser discutidos em sala de aula”, discute a professora Elizabete Bastos.

Para a formação, ela trouxe dados de trabalhos de outras pessoas do meio acadêmico, que discutem temas frequentemente abordados quando a assunto são os ritmos musicais. “Pode-se pensar, por exemplo, como o ‘arrochanejo’ faz a representação da sofrência, da farra, da dor de cotovelo. Daí, fazer a associação dessa dor de cotovelo com a literatura. De que forma eu posso articular o gênero canção com outros elementos da poesia e literatura?”, questiona.

Para Huitan Leal, professor de Língua Portuguesa e Redação da Escola Municipal Rosa Maria Esperidião Leite – que está localizada na Matinha – a música é uma ferramenta de análise cultural e histórica e é importante sua discussão como instrumento pedagógico. “Numa música como ‘A triste partida’, de Luiz Gonzaga, você tem uma visualização da cultura nordestina, inclusive em suas origens. Por exemplo: quando ele fala das pedras de sal, fazendo alusão à prática antiga utilizada para prever a chuva”, afirma.

Vanúzia Batista, professora de Arte e Língua Portuguesa do 6º ao 9º ano na Escola Municipal Chico Mendes, localizada no bairro Campo Limpo, já desenvolve um projeto voltado para a música na unidade de ensino. “Lá já tratamos dos estilos e gêneros musicais. Lidamos com a parte teórica e agora estamos fazendo análise dessas músicas, buscando possíveis reflexões. Uma formação como essa só tem a enriquecer esse debate”, relata.


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