
Durante pronunciamento nesta quarta-feira (07/08/2019) na Câmara Municipal de Feira de Santana, vereadores abordaram problemas envolvendo o empreendimento do Shopping Popular. As denuncias de irregularidades foram apresentadas pelo advogado Rodrigo Lemos, representante da Associação Feirense dos Vendedores Ambulantes (AFEVA).
Edvaldo Lima requer explicações sobre Shopping Popular
O vereador Edvaldo Lima (PP) declarou ser favorável as reivindicações dos vendedores ambulantes presentes na galeria da Casa e pediu mais explicações sobre o contrato assinado entre a Prefeitura e o consórcio responsável pelo Shopping Popular.
“Há seis anos eu estava no Centro de Abastecimento lutando e tentando suspender a obra deste Shopping Popular. Pois defendi a proposta do Shopping Popular a céu aberto, na Salles Barbosa”, informou.
Edvaldo acrescentou que requerimento de sua autoria convocando o empresário Elias Tergilene, responsável pelo empreendimento do Shopping Popular, para prestar explicações sobre o número de ambulantes cadastrados e o tamanho real do espaço cedido pelo Município, entre outros questionamentos, está pautado para ser votado hoje.
“Sou da base de sustentação ao Governo, mas não voto direcionado. Meu voto é para defender as necessidades do povo”, concluiu
Marcos Lima defende audiência pública para discutir sobre Shopping Popular
O líder da bancada governista, Marcos Lima (Patriota) dedicou o seu tempo para defender a proposta da realização de uma audiência pública na Casa, com o objetivo de discutir as tramitações do Shopping Popular de Feira de Santana.
Na ocasião, o parlamentar afirmou que este procedimento daria a oportunidade de uma ampla discussão entre os vereadores e os vendedores ambulantes da cidade, com maior abrangência e participação popular. “Nossa proposta é a audiência pública para que todos possam participar”, frisou.
O vereador Edvaldo Lima (PP) se posicionou de forma contrária ao discurso, afirmando que já havia feito um requerimento para o empresário, Elias Tergilene, esclarecer as dúvidas sobre o empreendimento na Câmara Municipal.
Marcos Lima contestou a ideia, voltando a defender o seu argumento. “A nossa proposta é a retirada dos requerimentos para realização da audiência pública, se for aprovado o requerimento, não vai ter a audiência”, explicou.
“A Prefeitura fez aliança com um malandro”, afirma Roberto Tourinho
O Shopping Popular foi novamente pautado na sessão ordinária desta quarta-feira, 7. Valendo-se de um discurso metafórico o vereador Roberto Tourinho (PV) criticou a distribuição de boxes do equipamento.
“Deixo bem claro que não sou contrário à construção do shopping. Somos contrários a malandragem e a maracutaia na distribuição dos boxes. A Prefeitura fez aliança com um malandro já conhecido do Ministério Público de outros estados”, alfinetou.
Ainda na tribuna, o edil elogiou o colega Luiz da Feira (PPL) pelo compromisso de lutar pelos interesses dos vendedores ambulantes “Mesmo em meio a tantas dificuldades Luiz da Feira tem se mantido firme e lutado ferozmente pelo bem da classe que ele representa nesta Casa. Peço que a população não o desampare”, desejou o vereador.
Tourinho também desaprovou a postura de alguns colegas aliados ao Governo Municipal que, segundo ele, são contrários a uma Audiência Pública para debater a distribuição de boxes do Shopping popular. “Não tenho medo de cara feia de prefeito. O correto deve ser feito, temos que expor as malandragens deste empresário”, protestou.
Luiz Ferreira cobra garantia que ambulantes não serão prejudicados
Estou feliz com a presença dos meus irmãos camelôs; guerreiros, lutadores. Estou me sentindo fortalecido, emocionado”, disse o vereador Luiz Ferreira (PPL) ao cumprimentar os ambulantes que lotaram a galeria da Câmara Municipal.
Luiz da Feira enalteceu o trabalho da categoria, destacando que trabalham enfrentando intempéries e ressaltou que os 13 mil camelôs que existem na cidade, movimentam muito dinheiro e contribuem para o crescimento de Feira de Santana.
O parlamentar criticou a mensalidade de R$ 800,00 que os ambulantes instalados no Centro Comercial Popular (CCP) – Shopping Popular – terão de pagar. E cobrou do prefeito Colbert Martins Filho e do secretário do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Antônio Carlos Borges Júnior, que a categoria não seja prejudicada.
“Uma categoria tão forte e importante não é reconhecida. Já um empresário que veio do outro lado do mundo é mais valorizado que os camelôs. Ele, inclusive, quis me difamar quando denunciei a venda de boxes. Se vai arrecadar tanto com as vendas que baixe este valor, pois a maioria não vai conseguir pagar e será despejada em poucos meses”, pontuou.
O parlamentar declarou que apresentou dois requerimentos cobrando informações sobre o contrato firmado entre a Prefeitura e consórcio responsável pelo Shopping Popular, mas não foram aprovados. Ele conclamou seus colegas vereadores a “abraçarem a causa e lutarem pelos camelôs”.
“Vim da zona rural e depois de 30 dias procurando emprego – sem encontrar – comecei a trabalhar como camelô e tenho muito orgulho disto. Estou vereador, mas sou camelô. Foi uma luta grande para chegar até esta Casa, mas consegui com a ajuda de vocês e represento os ambulantes de Feira”, afirmou.
José Menezes discursa em favor de ambulantes
O vereador José Menezes Santa Rosa (Zé Filé, PROS) usou seu tempo na tribuna para externar a sua preocupação com os vendedores ambulantes.
“Eu estou vereador, mas durante toda minha vida fui vendedor. Eu sei o que é enfrentar o sol de meio dia na cabeça. O Governo Municipal não pauta suas decisões pensando no bem-estar do pobre. São milhões de reais despejados na Prefeitura e o povo não vê resultado”, disse o edil.
Zé Filé refletiu sobre a importância de priorizar os mais necessitados, principalmente no que se refere a obras públicas. “A injustiça contra o pobre prevalece e é cruel. Como o camelô vai poder pagar uma taxa mensal tão cara? Isso é a maneira de segregar. Colocar um camelô e um empresário para competir é covardia. Infelizmente muitos se esquecem das suas origens e o porquê de ter sido escolhido pelo povo para estar aqui”, concluiu.









