Rodrigo Maia diz ao cacique Raoni que não vai pautar projeto sobre mineração em terras indígenas; Presidente da Câmara dos Deputados quer sinalizar para o Brasil e o mundo que conservadores tem preocupação com o meio ambiente

Cacique Raoni ao lado de membros do Bloco de Oposição na Câmara dos Deputados, pouco antes da reunião com presidente Rodrigo Maia, ocorrida nesta quarta-feira (26/09/2019).
Cacique Raoni ao lado de membros do Bloco de Oposição na Câmara dos Deputados, pouco antes da reunião com presidente Rodrigo Maia, ocorrida nesta quarta-feira (26/09/2019).
Cacique Raoni ao lado de membros do Bloco de Oposição na Câmara dos Deputados, pouco antes da reunião com presidente Rodrigo Maia, ocorrida nesta quarta-feira (26/09/2019).
Cacique Raoni ao lado de membros do Bloco de Oposição na Câmara dos Deputados, pouco antes da reunião com presidente Rodrigo Maia, ocorrida nesta quarta-feira (26/09/2019).

Em encontro com o cacique Raoni e deputados ligados à causa ambientalista e indigenista, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), garantiu que não vai pautar no Plenário da Casa projetos que flexibilizem mineração em terra indígena ou permitam a ampliação da atuação de madeireiras na região amazônica.

“Nossa intenção é que a gente possa construir projetos que sinalizem aos brasileiros e ao mundo a nossa preocupação com o meio ambiente”, disse o presidente.

Ele recebeu o grupo a pedido do próprio cacique Raoni, que esteve na Câmara, acompanhado por parlamentares da oposição, para rebater críticas feitas a ele pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (24/09/2019), no discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

No discurso, Bolsonaro disse que não vai ampliar as reservas indígenas no País e afirmou que, “muitas vezes”, líderes indígenas como o cacique Raoni são “usados como peça de manobra” por governos estrangeiros.

Na Câmara, Raoni rebateu o fato de Bolsonaro ter questionado sua liderança entre os índios. “Bolsonaro falou que eu não sou liderança. Ele é que não é liderança e tem que sair”, disse Raoni por meio de uma intérprete, a índia Kainú, apresentada como representante das mulheres do Xingu.

Na Câmara, Raoni foi defendido por parlamentares da oposição. “Ontem, o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) divulgou estudo que mostra aumento de 20% de assassinatos de  lideranças indígenas. Que direito o presidente da República tem em incitar o ódio, dividir os povos e convidar essa turma criminosa de grileiros e desmatadores  para destruir a Amazônia?”, disse o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA).

Apoio a Bolsonaro

A posição de Bolsonaro contou com o apoio de grupo de índios que acompanhou o líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO).

“Trouxemos outras lideranças indígenas para reforçar o que disse o presidente: que existem várias lideranças dos povos indígenas, com posições diferentes, inclusive os que querem caminhar para um país melhor, apoiar nosso governo e querem produzir e trabalhar nas suas terras”, disse o líder do governo.

Ele estava acompanhado de Sílvia Waiãpi, secretária especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Ela reforçou a defesa feita pelo líder do governo à posição de Bolsonaro de integrar os indígenas à economia do País. “Queremos desenvolvimento, e este governo está nos dando oportunidades. Sou a primeira mulher oficial das Forças Armadas no Brasil. Nenhum outro governo fez isso”, disse.

*Com informações da Agência Câmara.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.