
A taxa de desemprego ficou estável no trimestre encerrado em agosto de 2019, ante os três meses findos em julho, mas caiu na comparação com os três meses findos em maio, para 11,8%, informou o IBGE nesta sexta-feira (27/09/2019).
Houve queda nos níveis de população desocupada e na população desalentada, mas o emprego sem carteira de trabalho assinada no setor privado bateu novo recorde da série histórica.
A taxa de 11,8% representa uma queda de 0,4 ponto percentual em relação à taxa do trimestre de março a maio de 2019 (12,3%). Analistas consultados pela Reuters esperavam que o desemprego caísse a 11,7%.
Comparada ao mesmo trimestre de 2018, a taxa de desocupação cedeu 0,3 ponto percentual.
A taxa de 11,8% é a mais baixa para trimestres fechados em agosto desde 2016, quando o percentual também foi de 11,8%.
Sobre o trimestre de março a maio, houve queda nos níveis de população desocupada (-3,2%), na taxa composta de subutilização da força de trabalho (baixa de 0,7 ponto percentual), na população subutilizada (-2,7%) e na população desalentada (-3,9%).
A população ocupada cresceu tanto na comparação com o trimestre findo em maio (+0,7%) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano passado (+2,0%).
Mas o emprego sem carteira de trabalho assinada no setor privado bateu novo recorde da série histórica, num total de 11,8 milhões de pessoas —alta de 3,6% ante o trimestre anterior comparável e de 5,9% frente ao mesmo período de 2018.
Também renovou a máxima histórica o número de trabalhadores por conta própria, que totalizou 24,3 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e alta de 4,7% em relação aos mesmos três meses do ano passado.
“O perfil do mercado de trabalho mudou. A inserção se dá através da informalidade. Temos população ocupada recorde, mas… com vínculos mais precários”, disse Adriana Beringuy, analista de trabalho e renda do IBGE.
O rendimento médio real habitual foi de 2.298 reais no trimestre móvel terminado em agosto de 2019 ficou estável em ambas as comparações, assim como a massa de rendimento real habitual (209,9 bilhões de reais) do mesmo período.
*Com informações de Rodrigo Viga Gaier e José de Castro, da Agência Reuters.
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