“Eu andei no sol em 246 cidades para defender o nome desse vagabundo”, diz deputado Waldir sobre presidente Jair Bolsonaro; Autoritarismo e corrupção conflagra extrema-direita

Deputado federal Waldir Oliveira (PSL-GO) e Jair Bolsonaro (PSL-RJ), presidente da República. Autoritarismo, corrupção e ofensas marcam conflagração da extrema-direita.
Deputado federal Waldir Oliveira (PSL-GO) e Jair Bolsonaro (PSL-RJ), presidente da República. Autoritarismo, corrupção e ofensas marcam conflagração da extrema-direita.
Deputado federal Waldir Oliveira (PSL-GO) e Jair Bolsonaro (PSL-RJ), presidente da República. Autoritarismo, corrupção e ofensas marcam conflagração da extrema-direita.
Deputado federal Waldir Oliveira (PSL-GO) e Jair Bolsonaro (PSL-RJ), presidente da República. Autoritarismo, corrupção e ofensas marcam conflagração da extrema-direita.

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), afirmou nesta quinta-feira (17/10/2019) em reunião interna da ala ligada ao presidente do partido, Luciano Bivar (PE), que vai “implodir” o presidente Jair Bolsonaro. O áudio do encontro, gravado por um dos presentes, foi obtido pelo Estado.

“Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Não tem conversa. Eu implodo ele. Eu sou o cara mais fiel. Acabou, cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu andei no sol em 246 cidades para defender o nome desse vagabundo”, afirma Waldir. Logo em seguida, alguém não identificado o alerta. “Cuidado com isso, Waldir.”

Na reunião, ocorrida no fim da tarde no gabinete da liderança do PSL na Câmara, deputados relataram que estavam sendo pressionados por Bolsonaro a assinar uma lista para destituir Waldir e apoiar o nome de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder da bancada. Entenda a crise no PSL.

Dois parlamentares relataram ter recebido os pedidos em reunião com o próprio presidente no Palácio do Planalto. “Os meninos chegaram lá e o presidente disse: ‘Assina se não é meu inimigo’”, diz uma das presentes. “Eu não consegui não assinar”, responde o deputado Luiz Lima (PSL-RJ). O deputado Loester Trutis (PSL-MS) também diz ter sido pressionado.

Bolsonaro foi gravado por alguns parlamentares pedindo apoio ao nome do filho. Na manhã desta quinta-feira, 17, o presidente afirmou considerar uma “desonestidade” a divulgação da conversa e sugeriu ter sido “grampeado”. “Eu não trato publicamente deste assunto. Converso individualmente. Se alguém grampeou telefone, primeiro é uma desonestidade”, afirmou. “Eu falei com alguns parlamentares. Me gravaram? Deram uma de jornalista? Eu converso com os deputados.”

Embora o grupo ligado a Bolsonaro tenha apresentado uma lista com 27 nomes para destituir Waldir, a Câmara não aceitou todas as assinaturas e o manteve na liderança. No áudio, o deputado diz que pretende expulsar “um por um” dos que assinaram o documento contra ele.

“Nós vamos expulsar, e aqueles que fizerem nós vamos expulsar um por um do partido, ok? A situação é essa. Nós vamos expulsar um por um do partido”, diz Waldir na gravação. Procurado pela reportagem para comentar as declarações, o deputado não se manifestou até a publicação da notícia.

*Com informações de Renato Onofre e Patrik Camporez, do Jornal Estadão.

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