Liga Árabe reduz relação com Turquia por ofensiva na Síria

Mais de 700 partidários do Estado Islâmico mantidos em um campo no nordeste da Síria escaparam após bombardeios da Turquia, dizem autoridades curdas sírias.
Mais de 700 partidários do Estado Islâmico mantidos em um campo no nordeste da Síria escaparam após bombardeios da Turquia, dizem autoridades curdas sírias.
Mais de 700 partidários do Estado Islâmico mantidos em um campo no nordeste da Síria escaparam após bombardeios da Turquia, dizem autoridades curdas sírias.
Mais de 700 partidários do Estado Islâmico mantidos em um campo no nordeste da Síria escaparam após bombardeios da Turquia, dizem autoridades curdas sírias.

Em reunião de emergência realizada neste sábado (12/10/2019), no Cairo, os ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe decidiram reduzir relações diplomáticas e interromper a cooperação militar com a Turquia por causa de sua ofensiva contra os curdos na Síria.

O grupo reúne 22 países do norte e do chifre da África e do Oriente Médio, inclusive a Síria, que está suspensa desde 2011 por causa da guerra civil. Na reunião deste sábado, a organização decidiu tomar “medidas urgentes para enfrentar a agressão turca”, incluindo a “redução de relações diplomáticas, a cessação da cooperação militar e a revisão das relações econômicas”.

“A agressão turca à Síria constitui uma ameaça direta contra a segurança nacional árabe, assim como contra a paz e a segurança internacionais”, diz a declaração final do encontro de chanceleres. Segundo a Liga Árabe, a ofensiva é uma “violação flagrante dos princípios” das Nações Unidas (ONU), e a Síria tem o “legítimo direito de se defender com todos os meios”.

Ancara iniciou a incursão na última quarta-feira (9), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado a retirada das tropas americanas da fronteira entre Turquia e Síria. Segundo o mandatário turco, Recep Tayyip Erdogan, o objetivo da operação militar é combater “terroristas” curdos.

As Forças Democráticas da Síria (SDF), coalizão majoritariamente curda que controla o nordeste do país, foram cruciais para a queda do Estado Islâmico e estabeleceram na região um território autônomo chamado Rojava, que a Turquia teme que possa inspirar seus próprios curdos.

Um dos projetos de Erdogan é transferir para a área dos conflitos milhões de refugiados sírios que vivem em solo turco, o que afetaria a composição demográfica dessa região e criaria uma espécie de corredor de segurança entre curdos da Turquia e da Síria.

A ofensiva foi condenada de forma quase unânime na comunidade internacional, e alguns países europeus, como a Alemanha, suspenderam a venda de armas para Ancara. Segundo a ONU, mais de 100 mil pessoas já fugiram de suas casas por causa do conflito.

*Com informações da Agência ANSA.


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