Espanha volta às urnas buscando fim de impasse político

Pedro Sánchez Pérez-Castejón é um economista e político espanhol, atual presidente do Governo da Espanha desde 2018, secretário-geral do Partido Socialista Operário Espanhol e deputado por Madrid nas Cortes Gerais. Em 2015, foi proclamado candidato à presidência do Governo pelo seu partido.
Pedro Sánchez, presidente interino do Governo da Espanha, ao lado de familiares.
Pedro Sánchez Pérez-Castejón é um economista e político espanhol, atual presidente do Governo da Espanha desde 2018, secretário-geral do Partido Socialista Operário Espanhol e deputado por Madrid nas Cortes Gerais. Em 2015, foi proclamado candidato à presidência do Governo pelo seu partido.
Pedro Sánchez, presidente interino do Governo da Espanha, ao lado de familiares.

A Espanha realizou sua segunda eleição parlamentar no ano neste domingo (10/11/2019) em meio à expectativa de novo pleito sem um vencedor claro, com um Parlamento ainda mais fragmentado e com impulso considerável à extrema direita.

Pesquisas de opinião antes da votação não mostraram nenhum partido conquistando a maioria.

Os socialistas estavam na liderança, mas provavelmente devem ganhar um número menor de cadeiras do que na votação de abril. Enquanto isso, o conservador Partido Popular (PP) poderá ganhar força e o partido de extrema direita Vox poderá se tornar o terceiro maior partido, apenas alguns meses depois de assegurar seus primeiros assentos no Parlamento.

O primeiro-ministro interino, Pedro Sánchez, convocou a eleição — a quarta em quatro anos — apostando que um novo pleito fortaleceria seu poder depois do seu Partido Socialista ter vencido em abril, mas não ter conseguido forjar as alianças necessárias para formar um governo.

A Espanha luta para unir governos estáveis ​​desde 2015, quando surgiram novos partidos depois da crise financeira, num quadro que mudou décadas de poder sendo alternado entre os socialistas e o PP.

Esperanza de Antonio, uma professora de história aposentada de 64 anos que votou nos Socialistas em Madri, estava preocupada com a ascensão do Vox, que ela chamou de perigo para a democracia.

“Estou dizendo isso porque ensino sobre fascismo há 30 anos”, disse ela à Reuters. Os espanhóis mais velhos ainda se lembram da ditadura de 1939 a 1975 de Francisco Franco.

Mas Carmen Queral, uma professora de 44 anos da escola primária, disse que um Vox forte é precisamente o que a Espanha precisa. “Precisamos de mudanças”, disse ela após votar no centro de Madri.

A votação termina às 20h do horário local (16h no horário de Brasília). Os resultados devem começar a surgir no início da noite, com quase todos os votos contabilizados até meia-noite.

*Com informações de Por Jessica Jones e Jesús Aguado, da Agência Reuters.


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