
Pela primeira em 27 anos, o Brasil se juntou aos Estados Unidos e votou contra uma resolução que é apreciada anualmente na Assembleia Geral da ONU para condenar o embargo econômico americano contra Cuba.
A Assembleia Geral, de 193 membros, adotou nesta quinta-feira (07/11/2019) a resolução por esmagadora maioria pelo 28º ano seguido, com 187 votos favoráveis.
Colômbia e Ucrânia se abstiveram, e Israel foi o terceiro país a votar contra. A Moldávia, antiga república soviética, não votou. A votação da ONU tem peso político, mas somente o Congresso dos Estados Unidos pode revogar o embargo, que já dura mais de 50 anos.
O voto brasileiro reverte uma tradição diplomática brasileira que remonta a 1992, quando a resolução foi votada pela primeira vez. A mudança reforça o alinhamento do governo Jair Bolsonaro com a administração de Donald Trump, mas contraria interesses de empresas brasileiras.
A fabricante brasileira de cigarros Souza Cruz, que pertence à British American Tobacco, tem uma joint-venture em Havana que produz a maioria dos cigarros em Cuba.
A nova posição brasileira também contrasta com a de outros países próximos dos EUA, alguns altamente dependentes de ajuda militar ou econômica, como a Colômbia e a Ucrânia, que se abstiveram. Já a Guatemala, único país que acompanhou Washington na transferência de sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, votou a favor da resolução.
Após a votação, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, defendeu a mudança de curso do país. Em mensagens no Twitter, ele disse que o “Brasil votou a favor da verdade” e que é preciso deixar de “bajular Cuba”.
“Nada nos solidariza com Cuba. O regime cubano, desde sua famigerada revolução 60 anos atrás, destruiu a liberdade de seu próprio povo, executou milhares de pessoas, criou um sistema econômico de miséria e, não satisfeito, tentou exportar essa ‘revolução’ para a América Latina”, escreveu.
*Com informações do DW.
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