
Ocorrido nesta quarta-feira (06/11/2019), anunciado como histórico pelo governo brasileiro, o megaleilão do pré-sal teve um resultado esperado muito aquém do previsto. Foi tão pífio quanto o governo do atual presidente Jair Bolsonaro que tem se projetado na mídia local e internacional, não pelas suas ações meritórias, mas pelos sucessivos erros cometidos nas mais diversas instâncias das esferas governamentais.
O arrecadado em toda esta ação burlesca foi R$ 69,96 bilhões (cerca de US$ 17,3) por duas das quatro áreas em jogo e um forte investimento da Petrobras. Na visão de alguns especialistas, a licitação foi “um desastre total”.
Entre a ficção e a realidade, prevaleceu a primeira. Os prepostos e lacaios do governo esperavam arrecadar R$ 106,5 bilhões com o leilão das áreas localizadas em águas profundas (“pré-sal”), situadas na Bacia de Santos. A venda foi ignorada pela maioria dos grandes grupos de petróleo mundiais.
A Petrobras praticamente participou sozinha. E dos 4 campos, apenas dois foram arrematados (Búzios e Itapu). As áreas Sépia e Atapu ficaram na berlinda, o que significa dizer que não houve interessados.
Tal resultado frustrou profundamente os anseios do governo de Jair Bolsonaro, que esperava ‘recuperar’ as finanças públicas com a licitação. O percentual que as petrolíferas se comprometem a pagar ao Estado se mantiveram no lance mínimo estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O que ficou explícito é que nenhuma petrolífera internacional se aventurou fazer qualquer lance nessa empreitada, o que pode ser considerado como um rotundo fracasso”. “O pregão foi obstruído por valores muito altos e por uma falta de transparência”, é o que argumentam observadores e especialistas do setor.
*Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com).
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