Sessão especial no Senado Federal celebrá canonização de Irmã Dulce

Flâmula na fachada da Igreja de São Pedro anuncia canonização de Dulce dos Pobres.
Flâmula na fachada da Igreja de São Pedro anuncia canonização de Dulce dos Pobres.

A canonização de Irmã Dulce pelo Papa Francisco, que ocorreu em 13 de outubro de 2019 no Vaticano, será comemorada em uma sessão especial do Plenário no dia (21), às 10 horas. O requerimento foi feito pela senadora Kátia Abreu (PDT-TO). A sessão havia sido inicialmente marcada para 31 de outubro, mas foi adiada.

Batizada como Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, ela era a segunda filha do professor universitário e dentista Augusto Lopes Pontes e da dona de casa Dulce de Souza Brito. Nasceu em Salvador, em 1914, e, a partir de 1921, adotou o nome da mãe. A religiosa dedicou-se à missão de ajudar as comunidades pobres da capital baiana e ficou reconhecida ao longo da vida pela devoção ao próximo, sobretudo os doentes e necessitados. Ela criou e ajudou a criar várias instituições filantrópicas, como o Hospital Santo Antônio, que atende milhares de pessoas todos os dias.

Dulce foi beatificada em 2011, quando passou a ser reconhecida como beata Dulce dos Pobres. Após a canonização, tornou-se Santa Dulce dos Pobres e se tornou a primeira santa nascida no Brasil.

Para Kátia Abreu, a canonização da Irmã Dulce é um marco histórico e religioso que merece ser celebrado, pois o Brasil tem a maior população católica do mundo.

“Relembrar a história e o exemplo da beata que muito contribuiu para a sociedade brasileira é um dever do parlamento, concebido para defender o interesse público e da maioria. Comemorar esse evento histórico é, portanto, uma forma de ampliar o olhar dos políticos, autoridades e instituições diversas para os indigentes, doentes, crianças abandonadas, desempregados e todos o excluídos socialmente”, defende a parlamentar no requerimento.

Homenagens

O requerimento obteve o apoio dos senadores Álvaro Dias (Podemos-PR), Eduardo Braga (MDB-AM), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Elmano Férrer (Podemos-PI), Jean Paul Prates (PT-RN), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Vanderlan Cardoso (PP-GO) e Zenaide Maia (Pros-RN). Diversos parlamentares também se manifestaram sobre o assunto em sessões no Plenário.

O senador Otto Alencar (PSD-BA), que conheceu a Irmã Dulce quando trabalhou no Hospital Santo Antônio, ressaltou a importância do trabalho exercido pela santa.

Não teve o poder de ser política, prefeita, deputada, senadora, governadora, mas fez uma obra que talvez, reunindo aqui, poucos pudessem fazer com o poder que têm: atender a tantas pessoas. São 4,5 milhões de atendimentos anuais no seu hospital e nas suas obras sociais, com excelência de atendimento, com cirurgias de alto nível, com oncologia, com escola para educar as crianças. Esse é um exemplo que deveria ser seguido por todos — disse o parlamentar.

Randolfe também destacou a presença de Irmã Dulce no imaginário popular e afirmou que o ideal de igreja é a devoção aos mais pobres.

Está lá no ensinamento de Cristo: é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que o rico entrar no reino dos céus. E ele, quando dizia não fazer acepção de pessoas, não dizia que o rico lá não entrava. Ele dizia que a opção da igreja dele, da comunidade dele, que a opção preferencial da religião que ele fundava tinha que ser a escolha dos mais pobres. E poucas pessoas na história humana fizeram mais pelos mais pobres do que Dulce — disse Randolfe.


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