Grandes shows do Natal Encantado de Feira de Santana começam na praça Padre Ovídio, com Fafá de Belém e Orquestra Afrosinfônica

Cantora paraense Fafá de Belém será uma das atrações da primeira noite na praça Padre Ovídio.
Cantora paraense Fafá de Belém será uma das atrações da primeira noite na praça Padre Ovídio.

Criado para oferecer lazer aos feirenses e atrair visitantes à cidade, o Natal Encantado inicia a sua segunda parte, nesta segunda-feira (16/12/2019) e prossegue até a sexta-feira, que são os shows musicais com grandes nomes da música nacional e regional, na praça Padre Ovídio.

O evento, que é realizado pelo Governo do prefeito Colbert Martins Filho, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, foi iniciado no dia 6, na avenida Getúlio Vargas, onde funcionou o Espaço Marcus Morais – será encerrado no próximo domingo.

A cantora paraense Fafá de Belém será uma das atrações da primeira noite na praça Padre Ovídio. A Orquestra Afrosinfônica, de Salvador, também vai se apresentar na noite se segunda-feira, 16.

Fafá de Belém é a mais conhecidas das intérpretes da música do norte do país. Há quase meio século despontou para o país, com a música “Filho da Bahia”, de Walter Queiroz, da trilha sonora da novela “Gabriela”. E durante décadas não mais parou de emplacar um sucesso atrás do outros.

Aos poucos foi deixando os sons paraenses de lado. No palco, na segunda-feira, a cantora não vai se afastar das suas origens, mas, com certeza, vai incorporar o espírito o feirense quando interpretar as músicas que a levaram a figurar entre as grandes cantoras do país.

Será uma noite de muita MPB, músicas românticas e, porque não, carimbo, tradicional, alegre e dançante ritmo paraense. Em 1984, Fafá se engajou no movimento Diretas Já, que pedia eleições diretas para presidente. Nos comícios cantou “Menestrel das alagoas”, em homenagem ao senador Teotônio Vilela.

A musicalidade afro-brasileira será apresentada pela Orquestra Afrosinfônica, criada há uma década em Salvador. A singularidade do grupo está na capacidade de misturar os sons da música clássica com a emanada pelos instrumentos de origem afro-brasileiros.

Os músicos enveredam pela música de origem local com conceitos eruditos. E o resultado é um som que faz bem aos ouvidos e a alma, se tornando um importante canal por onde a música clássica transita, mas que carrega no seu âmago o som que remete aos terreiros. Não é uma orquestra à tradição europeia. Mas produz um som tão bom quanto.

É ouvir e sair em busca da ancestralidade, da identidade, resistência. A ferramenta é das mais eficientes.


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