Para não melindrar presidente Jair Bolsonaro, ministro Sérgio Moro ‘esquece’ de miliciano em lista de foragidos

Presidente Jair Bolsonaro e ministro Sérgio Moro. Políticos atuam unidos no projeto de extrema-direita de poder.
Presidente Jair Bolsonaro e ministro Sérgio Moro. Políticos atuam unidos no projeto de extrema-direita de poder.
Presidente Jair Bolsonaro e ministro Sérgio Moro. Políticos atuam unidos no projeto de extrema-direita de poder.
Presidente Jair Bolsonaro e ministro Sérgio Moro. Políticos atuam unidos no projeto de extrema-direita de poder.

Sergio Moro nunca foi adepto da discrição para mostrar de que lado está. Quando atuava  como juiz de primeira instância, escolhia a dedo os seus alvos sempre à revelia da lei e com evidências claras de direcionamento político. Como ministro da Justiça, nada mudou.

Embora os personagens sejam outros, sua atuação parcial agora atende aos anseios da família Bolsonaro, como – mais uma vez – ficou explícito ao divulgar em suas redes sociais a lista dos criminosos mais procurados do país.

Embora tente iludir os seus súditos de que os nomes foram definidos por critérios técnicos, o documento isenta o miliciano Adriano da Nóbrega, ex-capitão acusado de comandar a mais antiga milícia do Rio de Janeiro, suspeito de integrar um grupo de assassinos profissionais do estado e citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do senador  Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Foragido há mais de um ano, o ex-PM  nunca foi um cidadão qualquer para o clã bolsonarista. Pelo contrário. Nóbrega, na visão da familícia, é digno de prêmio por seus atos “heroicos”:  enquanto estava preso preventivamente por homicídio em 2005, foi defendido publicamente pelo então deputado Jair Bolsonaro  e condecorado por Flávio Bolsonaro com a Medalha Tiradentes.

Caso Queiroz

De acordo com o Ministério Público, contas bancárias controladas por Nóbrega foram usadas para abastecer Fabrício Queiroz, ex-assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro e suposto operador do esquema no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro.

Adriano teve duas parentes nomeadas no antigo gabinete do primogênito. Mensagens interceptadas com autorização judicial mostram ele discutindo a exoneração da mulher, Danielle da Nóbrega, do cargo.

*Com informações do Jornal Folha de S. Paulo


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.