Banco JPMorgan prevê que PIB do Brasil vai cair 10% no 2º tri; Goldman Sachs também estima recessão

A JPMorgan Chase & Co., uma sociedade gestora de participações sociais incorporada sob a lei de Delaware em 1678 e sediada em Nova Iorque, é a instituição líder mundial em serviços financeiros e a terceira maior empresa do mundo.
A JPMorgan Chase & Co., uma sociedade gestora de participações sociais incorporada sob a lei de Delaware em 1678 e sediada em Nova Iorque, é a instituição líder mundial em serviços financeiros e a terceira maior empresa do mundo.

Os bancos JPMorgan e Goldman Sachs passaram a prever contração da economia brasileira neste ano de 2020, com o PIB afetado pelos efeitos globais do coronavírus, somando-se a outras instituições financeiras que também pioraram seus cenários para a atividade.

O mais conservador é o JPMorgan, que projeta declínio de 1,0% no PIB em 2020 (ante expectativa anterior de crescimento de 1,6%), com uma “profunda recessão” no primeiro semestre.

O banco espera retração de 3,5% da economia no primeiro trimestre deste ano ante os três meses anteriores (com ajuste sazonal), devido sobretudo ao golpe contra o PIB global e a temores do Covid-19 no país.

Já no segundo trimestre o JPMorgan calcula um tombo de 10%, à medida que os efeitos de baixa da disseminação do coronavírus e as medidas para conter o surto, junto com o aperto nas condições financeiras e uma recessão globais, terão um “papel crucial”.

“Julgamos que o segundo trimestre poderia ser ainda pior, mas as medidas fiscais anunciadas por autoridades devem suavizar os efeitos”, disse o banco em relatório.

O Goldman Sachs também cortou sua projeção para a economia em 2020, de expansão de 1,5% para contração de 0,9%.

“A combinação de demanda externa por bens e serviços em declínio, piora dos termos de troca, aperto significativo das condições financeiras domésticas e impacto econômico das medidas em rápida escalada para lidar com o surto de Covid-19 dentro das fronteiras nacionais, nos levaram a revisar ainda mais para baixo nossas perspectivas para as economias” da América Latina, disse o Goldman também em relatório.

Nesta quarta-feira, o UBS baixou a 0,5% sua expectativa de crescimento para o PIB brasileiro neste ano, depois de uma taxa já revisada para baixo de 1,3% (contra 2,1% antes).

Na véspera, o Credit Suisse havia reduzido sua projeção de expansão de 1,4% para zero, e o Santander Brasil também baixou suas estimativas.

Em relatório desta quarta, o Bradesco disse que os impactos da pandemia sobre a economia “serão inevitáveis”, com simulações feitas para o PIB global levando a economia brasileira para uma faixa de crescimento “bem menor do que a expansão de 2,0% que projetávamos”.

“Mas há importantes atenuantes também no Brasil. O país tem reservas internacionais da ordem de US$ 380 bilhões, que inclusive se valorizaram nessa crise com o fechamento da curva de juros americanos”, disse o banco.

*Com informações de José de Castro e Maria Pia Palermo, da Agência Reuters.


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