Bolsa de Valores sobe quase 2,15%, e dólar cai para R$ 5,10 em dia de recuperação; Moeda teve maior queda diária em quase um ano e meio

Gráfico apresenta dados da Bolsa de Valores IBovespa, desta quinta-feira (19/03/2020).
Gráfico apresenta dados da Bolsa de Valores IBovespa, desta quinta-feira (19/03/2020).
Gráfico apresenta dados da Bolsa de Valores IBovespa, desta quinta-feira (19/03/2020).
Gráfico apresenta dados da Bolsa de Valores IBovespa, desta quinta-feira (19/03/2020).

Em meio ao anúncio de medidas emergenciais no Brasil e à injeção de recursos no exterior, o mercado financeiro teve um dia de trégua. A bolsa de valores, que na quarta-feira (18/03/2020) caiu 10,35%, recuperou parcialmente as perdas desta quinta-feira (19). O dólar, que ontem fechou em R$ 5,19, teve a maior queda percentual diária em quase um ano e meio, mas continuou acima de R$ 5.

O índice Ibovespa, da B3, a Bolsa de Valores brasileira, fechou esta quinta-feira aos 68.332 pontos, com alta de 2,15%. O índice oscilou bastante, chegando a operar em baixa de 7,7% por volta das 10h45, mas reagiu a partir do fim da manhã.

Depois de bater recorde nominal – sem a inflação – ontem, o dólar comercial encerrou hoje o dia vendido a R$ 5,104, com recuo de R$ 0,093 (-1,8%). Essa foi a maior queda percentual para um dia desde outubro de 2018. Na mínima do dia, por volta das 16h40, a moeda chegou a cair para R$ 5,08.

A divisa acumula alta de 27,19% em 2020. Hoje, o Banco Central (BC) vendeu US$ 2 bilhões de das reservas internacionais em leilões de linha. Nessa modalidade, a autoridade monetária vende recursos das reservas com o compromisso de recomprar o dinheiro daqui a uns meses. O BC também vendeu US$ 635 milhões de dólares diretamente das reservas internacionais.

Estados Unidos

Hoje, o Federal Reserve, Banco Central norte-americano, anunciou um acordo com os principais Bancos Centrais do mundo para ampliar a oferta de dólares em até US$ 450 bilhões em todo o planeta. O Brasil ficará com US$ 60 bilhões em linhas de swap (troca de recursos).

Pacote de medidas

No Brasil, o mercado continua a reagir ao decreto de estado de calamidade pública, que permitirá o descumprimento da meta fiscal de déficit primário de R$ 124,1 bilhões prevista para este ano. Paralelamente, o Ministério da Economia está anunciando uma série de medidas para ajudar na manutenção do emprego e flexibilizar a legislação trabalhista enquanto durar a crise. O Ministério de Infraestrutura anunciou medidas de alívio para empresas aéreas. As medidas aliviam a perda de valor de ações de diversas empresas.

Petróleo

A intensificação da guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia deu uma trégua hoje. Os dois países estão aumentando a produção de barris, o que tem provocado uma redução na cotação do produto.

O barril do tipo Brent, que ontem atingiu o menor nível em 18 anos, subiu hoje. Por volta das 18h, a cotação estava em US$ 28,13, com alta de 13,06%. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, que ontem desabaram cerca de 13%, subiram. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 12,67% nesta quinta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 8,15%.

*Com informações da Agência Brasil.


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