Senado conclui implementação de sistema remoto com primeira votação virtual

2ª sessão plenária deliberativa remota do Senado Federal.
2ª sessão plenária deliberativa remota do Senado Federal.

Depois de realizar na semana passada a primeira sessão deliberativa à distância da sua história, o Senado deu mais um passo nesta terça-feira (24/03/2020) e implementou o sistema de votação virtual. Dos 81 senadores, 79 participaram da votação da medida provisória que regulamenta negociação de dívidas com a União (MP 899/2019).

O Sistema de Deliberação Remota (SDR) é um aplicativo que cada senador acessa com seu código parlamentar e senha. Para a votação do dia, ele recebe uma segunda senha, de uso único. O aplicativo captura uma foto do parlamentar no momento do voto (evitando que outra pessoa vote por ele) e envia um código de confirmação por SMS. Em uma aba do programa, o senador tem acesso às orientações de lideranças e à lista de colegas que já votaram. O voto poderá ser alterado até o encerramento da discussão da matéria.

O SDR não foi utilizado na sessão da semana passada, quando os senadores votaram à medida que eram chamados pelo presidente. O sistema recebeu os últimos ajustes na segunda-feira (23), após sete dias ininterruptos de trabalho das equipes da Secretaria-Geral da Mesa (SGM) e da Secretaria de Tecnologia da Informação (Prodasen), e pôde entrar em operação hoje.

O secretário-geral da Mesa, Luiz Fernando Bandeira de Mello, destaca que a solução tecnológica implementada pelo Senado é inédita no mundo. O parlamento da Espanha é o que mais se aproxima, com um instrumento de aferição de quórum, mas, nesse caso, todas as votações são simbólicas (sem manifestação explícita dos parlamentares).

— [O SDR] permite o voto nominal, com foto e senha. Foi a primeira votação remota por um sistema eletrônico seguro — celebrou ele.

Em documento publicado na segunda-feira (23), a União Interparlamentar (UIP), entidade internacional que promove a cooperação legislativa, confirmou que o Brasil é o único país realizando deliberações com normalidade. Em Parliamentary Responses to Coronavirus, a UIP identifica os desafios que os parlamentos pelo mundo têm enfrentado para manter os trabalhos e aponta o Brasil como único caso em que a tomada de decisões foi transferida, com sucesso, para uma plataforma virtual.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também destacou, por meio de rede social, o ineditismo mundial da votação virtual. Em quarentena doméstica devido ao novo coronavírus, Davi foi um dos dois únicos senadores que não participaram da sessão, ao lado de Nelsinho Trad (PSD-MS), que também contraiu o vírus. Já o senador Prisco Viana (PDT-CE), terceiro caso confirmado da infecção na Casa, conseguiu votar.

*Com informações da Agência Senado.


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