Rio de Janeiro: Escritor Rubem Fonseca morre aos 94 anos de infarto

Morre aos 94 anos o escritor Rubem Fonseca no Rio de Janeiro.
Morre aos 94 anos o escritor Rubem Fonseca no Rio de Janeiro.

O escritor Rubem Fonseca, de 94 anos, morreu hoje (15/04/2020), no Rio de Janeiro. Ele sofreu um infarto no fim da manhã desta quarta-feira, em seu apartamento, no bairro do Leblon. Ele chegou a ser levado para o Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, onde os médicos tentaram reanimá-lo sem sucesso.

Em nota, a unidade hospitalar confirmou o falecimento de um dos maiores destaques da literatura brasileira: “O Hospital Samaritano de Botafogo informa que o Sr. Rubem Fonseca faleceu na tarde desta quarta-feira em decorrência de uma parada cardíaca. A instituição se solidariza com os familiares e amigos do escritor”, indicou a nota.

Formação e trajetória

Filho de portugueses, o contista, romancista, ensaísta e roteirista brasileiro Rubem Fonseca, que faria 95 anos no dia 11 de maio, nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais. Ele se formou em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade Nacional de Direito, da antiga Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Chegou a trabalhar na polícia do Rio de Janeiro e foi exonerado em 1958, quando passou a se dedicar à literatura. A estreia foi com o livro de contos Os Prisioneiros, em 1963. Na sequência, a cada dois anos vieram A Coleira do Cão e Lúcia McCartner.

Uma das obras de maior destaque do escritor, o livro de contos Feliz Ano Novo, lançado em 1975, foi recolhido pela censura no ano seguinte, e a liberação só ocorreu em 1989, após uma batalha judicial sob a acusação de que a publicação era contrária à moral e aos bons costumes.

Essa não foi a única vez que precisou enfrentar a censura. O seu conto O Cobrador, vencedor do Prêmio Status de Literatura Brasileira 1978, também foi proibido.

Na literatura de Fonseca, tem lugar especial o romance Agosto, de 1990, que trata das tramas políticas que culminaram com o suicídio do presidente Getulio Vargas.

Autor com estilo direto, ele retratou entre outros assuntos a violência urbana.

Ainda não há informação sobre o velório, que por causa das restrições do isolamento social teve ser em cerimônia reservada da família.

*Com informações da Agência Brasil.


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