STF abre inquérito contra ministro da Educação por suposto racismo; Abraham Weintraub responde por ofensas ao povo da China

Abraham Weintraub, ministro da Educação do Governo Bolsonaro, deve ser ouvido pela PGR.
Abraham Weintraub, ministro da Educação do Governo Bolsonaro, deve ser ouvido pela PGR.
Abraham Weintraub, ministro da Educação do Governo Bolsonaro, deve ser ouvido pela PGR.
Abraham Weintraub, ministro da Educação do Governo Bolsonaro, deve ser ouvido pela PGR.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na noite de ontem (28/04/2020) a abertura de um inquérito contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para apurar um suposto crime de racismo em relação aos chineses.

A abertura do inquérito havia sido pedida pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, devido a uma publicação de Weintraub sobre os chineses e a pandemia do novo coronavírus.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou a suposta violação do artigo 20 da lei que define os crimes por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A pena prevista é de um a três anos de prisão.

O ministro da Educação deve agora ser ouvido pela PGR. Celso de Mello retirou o sigilo do caso e deu prazo de 90 dias para a conclusão da investigação. Em resposta à Agência Brasil, o Ministério da Educação disse que não comentará a abertura do inquérito.

No início do mês, um post de Weintraub no Twitter questionou quem poderia sair fortalecido geopoliticamente da crise causada pela pandemia. No texto, o ministro trocou o “R” pelo “L”, numa referência ao personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, e ao erro comum dos chineses ao falarem o português. Uma imagem com a bandeira da China ilustrava a publicação. O post foi depois apagado.

Também no Twitter, o embaixador da China no Brasil, Wanming Yang, divulgou uma nota oficial de repúdio ao ato, que classificou de racismo contra os chineses.


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