Forças Armadas estão ao lado da democracia e da liberdade, diz ministro da Defesa; Fernando Azevedo rejeita apoio à Golpe de Estado liderado pelo extremista Jair Bolsonaro

Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa do Governo Bolsonaro.
Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa do Governo Bolsonaro.
Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa do Governo Bolsonaro.
Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa do Governo Bolsonaro.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou em nota, que as “Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade”, ao mesmo tempo em que defendeu a independência e a harmonia entre os Poderes e classificou de “inaceitável” a agressão a profissionais da imprensa.

“As Forças Armadas cumprem a sua missão Constitucional. Marinha, Exército e Força Aérea são organismos de Estado, que consideram a independência e a harmonia entre os Poderes imprescindíveis para a governabilidade do país”, escreveu o ministro em texto divulgado nesta segunda pela assessoria do Ministério da Defesa.

A nota foi publicada depois de o presidente Jair Bolsonaro ter colocado, no domingo, as Forças Armadas como parte da sua base de apoio, ao mesmo tempo em que criticava os demais Poderes e afirmava que havia chegado “ao limite”.

“Não tem mais conversa. Daqui pra frente não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição. Ela será cumprida a qualquer preço”, disse o presidente, para logo depois citar que as Forças Armadas estariam ao seu lado e do lado do povo.

Na mesma manifestação, jornalistas foram agredidos por simpatizantes do presidente. Nesta segunda, Bolsonaro minimizou as agressões, afirmando que se realmente tiverem ocorrido foram causadas por “infiltrados”. As agressões foram registradas em imagens pela Reuters.

“A liberdade de expressão é requisito fundamental de um país democrático. No entanto, qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável. O Brasil precisa avançar. Enfrentamos uma pandemia de consequências sanitárias e sociais ainda imprevisíveis, que requer esforço e entendimento de todos”, escreveu o ministro.

Extremista rejeitado

Observa-se que a declaração do ministro Fernando Azevedo pode ser lida como a rejeição a um apoio das Forças Armadas à Golpe de Estado liderado pelo extremista Jair Bolsonaro.

*Com informações da Agência Reuters.


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