MPF determina abertura de inquérito para apurar a conduta de Fábio Wajngarten, secretário especial da SECOM do Governo Bolsonaro

Propaganda da necropolítica do Governo Bolsonaro.
Propaganda do governo de extrema-direita, veiculada em 5 de maio de 2020, defende Golpe Militar de 1964 e destaca a necropolítica bolsonarista ao afirmar que “a Guerrilha do Araguaia tentou tomar o Brasil via luta armada. A dedicação deste e de outros heróis ajudou a livrar o país de um dos maiores flagelos da História da Humanidade: o totalitarismo socialista, responsável pela morte de aprox. 100 MILHÕES de pessoas em todo o mundo. O Presidente @jairbolsonaro recebeu este herói de guerra do Exército Brasileiro no Palácio do Planalto na segunda-feira, 4 de abril”.
Propaganda da necropolítica do Governo Bolsonaro.
Propaganda do governo de extrema-direita, veiculada em 5 de maio de 2020, defende Golpe Militar de 1964 e destaca a necropolítica bolsonarista ao afirmar que “a Guerrilha do Araguaia tentou tomar o Brasil via luta armada. A dedicação deste e de outros heróis ajudou a livrar o país de um dos maiores flagelos da História da Humanidade: o totalitarismo socialista, responsável pela morte de aprox. 100 MILHÕES de pessoas em todo o mundo. O Presidente @jairbolsonaro recebeu este herói de guerra do Exército Brasileiro no Palácio do Planalto na segunda-feira, 4 de abril”.

Segundo o UOL, o  Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de inquérito civil para apurar a conduta e responsabilidade de Fábio Wajngarten, chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), por postagem em rede social do órgão.

Na semana passada, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) fez o pedido de investigação por possível apologia a crimes contra a humanidade, após publicação no pefil oficial da Secom no Twitter com elogios à militares que atuaram na Guerrilha do Araguaia.

A Procuradoria da República no Distrito Federal confirmou a informação ao UOL. A portaria de abertura ainda será publicada.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu, na segunda-feira (4), no Palácio do Planalto, o tenente-coronel reformado do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, um dos principais nomes da repressão durante a ditadura militar, em particular em relação à Guerrilha do Araguaia.

No dia seguinte, a conta oficial da Secom no Twitter divulgou duas mensagens em que Curió é chamado de “herói”.

O inquérito será conduzido pelo procurador Paulo José Rocha Júnior e também vai apurar se outras autoridades tiveram participação na postagem.


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