Operação Placebo: PF busca provas de crime de corrupção na residência oficial do governador do Rio de Janeiro; Extremista de direita Wilson Witzel é investigado

Extremista de direita Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro.
Extremista de direita Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro, é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Placebo.
Extremista de direita Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro.
Extremista de direita Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro, é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Placebo.

Policiais federais estão nesta terça-feira (26/05/2020) no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Há equipes também em outros pontos da cidade. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, a Operação Placebo é da PF de Brasília. Estão sendo cumpridos 12 Mandados de Busca e Apreensão nos estados de São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ. Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Investigações iniciadas no Rio pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal apontam para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do estado.

A equipe da PF veio de Brasília (DF) e chegou ao Aeroporto Internacional do Rio pouco depois de 5:30 horas. Há agentes também na casa da Rua Professor Valadares, no Grajaú, na Zona Norte, onde morava o governador antes de assumir o mandato, e no apartamento na Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, na Zona Sul do Rio, residência do ex-subsecretário de Saúde Gabriell Neves, preso em uma operação em 7 de maio. Os investigadores também estão no escritório de advocacia da mulher do governador, a primeira-dama Helena Witzel, no Leblon.

Esquema de corrupção na saúde

Segundo o Jornal O Globo, a Operação Placebo é um desdobramento da Operação Favorito, cuja finalidade é investigar suspeitas de desvios ligados ao Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde para a construção de hospitais de campanha para enfrentamento do Covid-19. Segundo as investigações, foi identificado um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro.

No dia 14, foi desencadeada a Operação Favorito pela Polícia Federal, que apreendeu cerca de R$ 2 milhões com os envolvidos num esquema de fraudes em contratos de prestação de serviço para Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) celebrado entre o estado e Organizações Sociais (OSs) de saúde. Só com o empresário Luiz Roberto Martins, presidente do Conselho de Administração do Instituto Data Rio (IDR), foram encontrados R$ 1,5 milhão em espécie. A origem dinheiro estava escondido na casa Luiz Martins, em Valença, sul do estado.


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