Deflação de maio de 2020 se aprofunda para – 0,47% na Região Metropolitana de Salvador, diz IBGE

Tabela do IGBE apresenta dados da inflação da Região Metropolitana de Salvador e de outras regiões do país, referente a maio de 2020.
Tabela do IGBE apresenta dados da inflação da Região Metropolitana de Salvador e de outras regiões do país, referente a maio de 2020.

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em -0,47% na Região Metropolitana de Salvador. Ficou bem abaixo da deflação registrada em abril (-0,16%) e muito menor que o índice de maio de 2019 (0,11%).

Foi o menor IPCA para um mês de maio na RM Salvador desde o início o Plano Real, em 1994. Considerando todos os meses, foi a maior deflação em cerca de seis anos, desde julho de 2014, quando o índice havia ficado em -0,61%.

A deflação verificada em maio na RMS foi mais intensa do que a registrada no país como um todo (-0,38%). O índice nacional foi o menor, considerando todos os meses do anos, desde agosto de 1998 (quando havia ficado em -0,51%).

Em maio, todos os 16 locais investigados pelo IBGE tiveram deflação. Os menores índices foram verificados na RM Belo Horizonte/MG (-0,60%), no município de Campo Grande/MS (-0,57%) e na RM Curitiba/PR (-0,57%). As quedas menos intensas ocorreram na RM Recife/PE (-0,18%), na cidade de São Luís/MA (-0,22%) e em Goiânia/GO (-0,25%).

Apesar das deflações de abril e maio, o IPCA da RM Salvador ainda acumula discreta variação positiva, de 0,04%, no ano de 2020. Manteve a trajetória de desaceleração, mas ainda está acima do verificado no Brasil como um todo (-0,16%). Nos 12 meses encerrados em maio, a inflação acumulada na RM Salvador ficou em 1,66%, também com importante desaceleração em relação aos 2,26% acumulados até abril e se sustentando abaixo do índice nacional (1,88%).

A tabela a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês, no acumulado no ano e no acumulado nos 12 meses encerrados em maio de 2020.

Deflação de maio na RMS é fortemente puxada pelo grupo transportes (-4,11%), sobretudo gasolina (-12,12%) e passagens aéreas (-23,87%)

A deflação de maio, na RM Salvador (-0,47%), embora expressiva, foi concentrada em três dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA: transportes (-4,11%), vestuário (-1,14%) e habitação (-0,19%).

Os demais seis grupos tiveram aumentos médios de preços no mês, com destaque para alimentação e bebidas (1,18%), artigos de residência (0,98%) e saúde e cuidados pessoais (0,20%).

Além disso, seis dos nove grupos tiveram aceleração no IPCA entre abril e maio, ou seja, tiveram índices maiores em maio do que em abril. Isso só não ocorreu com transportes (-2,14% em abril e -4,11% em maio), alimentação e bebidas (2,34% em abril e 1,18% em maio) e habitação (0,35% em abril e -0,09% em maio). Por outro lado, os artigos de residência tiveram a maior aceleração no IPCA entre abril (-2,81%) e maio (0,98%).

O IPCA de maio na RMS teve forte influência da queda média nos preços dos combustíveis (-12,03%), com pesos importantes da gasolina (-12,12%), do etanol (-13,71%) e do diesel (-8,26%). Ainda no grupo transportes, as passagens aéreas também mostraram deflação relevante (-23,87%).

Dentre os itens de vestuário, houve quedas nas roupas femininas (-2,41%) e masculinas (-2,32%), enquanto as roupas infantis tiveram uma variação positiva (0,84%). Já dentre as despesas com habitação, as principais influências para baixo vieram de aluguel e taxas (-0,43%) e condomínio (-0,98%).

Entre os grupos em alta no IPCA de maio, na RM Salvador, a alimentação, apesar de ter desacelerado, mais uma vez liderou, com aumentos tanto nos alimentos consumidos em casa (1,48%) quanto na alimentação fora (0,40%), que inclui serviços de delivery.

A cebola continuou com forte alta (51,71% em maio e 139,93% no ano de 2020), as carnes voltaram a aumentar (2,06% em maio, frente a -0,21% em abril), o feijão carioca (11,56%) e o pão francês avançaram (1,78%), entre outros produtos importantes do dia a dia.

Entre os artigos de residência, as maiores pressões inflacionárias vieram de equipamentos de TV, som e informática (4,13%) e de eletrodomésticos e equipamentos (3,28%). Já no grupo saúde e cuidados pessoais, os destaques em alta foram os planos de saúde (0,60%), produtos para a pele (6,52%) e os produtos farmacêuticos, ou medicamentos em geral (0,66%).

Na RM Salvador, INPC foi de -0,30% em maio

Na Região Metropolitana de Salvador, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com menores rendimentos, ficou em -0,30% em maio, abaixo tanto do -0,12% registrado em abril deste ano quanto do 0,11%, de maio de 2019, mas mostrando uma queda bem menor do que o IPCA (-0,47%).

O INPC de maio na RM Salvador (-0,30%) ficou abaixo da média nacional (-0,25%) e foi o 7o menor entre as 16 áreas pesquisadas. Todas elas mostraram queda no indicador.

No acumulado de janeiro a maio de 2020, o INPC está em 0,34% na RM Salvador, bem acima do registrado no país como um todo (0,06%). Já nos 12 meses terminados em maio, ficou em 1,75%, abaixo do nacional (2,05%) e desacelerando frente aos 12 meses encerrados em abril (2,46%).


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