Novas regras salariais para servidores gerariam economia de R$ 318 bilhões, estima Ipea

Governo Federal paga salários incompatíveis com a média da renda nacional e com o interesse público.
Governo Federal paga salários incompatíveis com a média da renda nacional e com o interesse público.

A redução dos salários iniciais dos novos servidores públicos, aliada a mudanças nas regras para reduzir a velocidade de progressão nas carreiras e uma menor reposição de funcionários que se aposentam, poderia gerar uma economia de até 318,5 bilhões de reais em 10 anos para União, Estados e municípios, estima estudo do Ipea divulgado nesta segunda-feira (14/09/2020).

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada também calculou que o impacto do congelamento dos salários dos servidores por dois anos já aprovado pelo Congresso pode chegar a 503,5 bilhões de reais em uma década, valor que considera que a inflação do período do congelamento não será reposta à frente.

O Ipea ressalta que os cálculos são “exploratórios” e baseados em cenários e premissas incertos, mas que ainda assim evidenciam o potencial de economia em um gasto que responde por 22% das despesas primárias da União e de 56,3% dos gastos totais dos Estados.

“Medidas voltadas para o controle desses gastos têm impacto potencial relevante paras as contas públicas e, por isso, poderiam fazer parte de um conjunto de reformas voltadas para controlar o crescimento dos gastos obrigatórios nos próximos anos”, afirma a nota técnica do Ipea, que destaca que o governo já está tomando medidas nesse sentido.

Para seus diferentes cenários, o Ipea considerou a possibilidade de salários de novos servidores serem reduzidos em 30% e a taxa de reposição de funcionários que se aposentam ficar em 50% a 90%. Também estimou impacto de regra em que os novos entrantes no serviço público demorariam o dobro do tempo para chegar no final da carreira do que ocorre atualmente.

Proposta de Emenda Constitucional encaminhada pelo governo ao Congresso no início do mês restringe a prerrogativa de estabilidade no emprego para novos servidores públicos e acaba com uma série de benefícios, mas não toca ainda em regras de progressão na carreira ou de salários.

Segundo o governo, essas questões serão tratadas em duas fases posteriores da reforma administrativa, ainda sem prazo para serem encaminhadas.

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, estimou, sem dar detalhes, que a reforma geraria uma economia de 300 bilhões de reais aos cofres públicos em dez anos.

*Com informações de Isabel Versiani, da Agência Reuters.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.