Extremistas em confronto: Sérgio Moro e André Mendonça discutem depois de ex-ministro criticar presidente Jair Bolsonaro por demora em vacina

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro e André Mendonça, seu substituto, bateram boca publicamente nesta segunda-feira (28/12/2020) em uma rede social. O atrito aconteceu depois de Moro criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela falta de plano de vacinação contra a Covid-19 no país.

Dezenas de países já começaram suas campanhas de vacinação. Além dos EUA, 25 dos 27 países da União Europeia, Russia, China, além de vizinhos como a Argentina, que iniciou sua imunização nesta terça-feira (29).

Apesar das notícias que trazem esperança ao redor do mundo, o Brasil ainda não conseguiu aprovar nenhuma vacina e iniciar a imunização de sua população.

“Vários países, inclusive da América Latina, já estão vacinando seus nacionais contra a COVID-19. Onde está a vacina para os brasileiros? Tem previsão? Tem Presidente em Brasília? Quantas vítimas temos que ter para o Governo abandonar o seu negacionismo?”, disse Sergio Moro na rede social.

Depois da publicação do ex-juiz, André Mendonça publicou mensagem criticando seu antecessor ao afirmar que Moro, durante sua atuação no governo, “entregou tão pouco”.

“Vi que @SF_Moro perguntou se havia presidente em Brasília? Alguém que manchou sua biografia tem legitimidade para cobrar algo? Alguém de quem tanto se esperava e entregou tão pouco na área da Segurança?”, rebateu o atual ministro da Justiça.

Mendonça ainda citou o tema da apreensão de drogas para defender sua gestão e atacar Moro.

“Quer cobrança? Por que em 06 meses apreendemos mais drogas e mais recursos desviados da corrupção que em 16 meses de sua gestão?”, questionou o ministro da Justiça.

Moro então pediu para que Mendonça baixe o tom das críticas porque sua atuação também seria fraca no posto.

“Ministro, o senhor nem teve autonomia de escolher o Diretor da PF ou de defender a execução da pena da condenação em segunda instância (mudou de ideia?), então me desculpe, menos. Faça isso e daí conversamos”, rebateu o ex-juiz.

Moro deixou o governo Bolsonaro em abril de 2020. À época, ele acusou Bolsonaro de ter tentado interferir na Polícia Federal ao demitir o então diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo, indicado por Moro.

Após as acusações de Moro, a Procuradoria Geral da República (PGR) solicitou, e o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de um inquérito para investigar se Bolsonaro interferiu na PF. O presidente nega as acusações.

*Com informações do Yahoo Notícias.


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