Após mudança nas Forças Armadas, oposição pedirá impeachment de Bolsonaro por ‘ameaça à democracia’

General Walter Souza Braga Netto assumiu o comando do Ministério da Defesa e faz apologia ao Golpe de Estado Civil-Militar (Ditadura Militar no Brasil de 1964 a 1985). Desgoverno Bolsonaro é marcado por instabilidade mental do extremista presidente e de subordinados.
General Walter Souza Braga Netto assumiu o comando do Ministério da Defesa e faz apologia ao Golpe de Estado Civil-Militar (Ditadura Militar no Brasil de 1964 a 1985). Desgoverno Bolsonaro é marcado por instabilidade mental do extremista presidente e de subordinados.

Reportagem de Bruno Góester publicada nesta terça-feira (30/03/2021) no Jornal O Globo, revela que a oposição no Congresso Nacional vai protocolar na manhã desta quarta-feira (31) pedido de impeachment contra o extremista Jair Bolsonaro por possíveis crimes de responsabilidade por “ameaça à democracia”. A denúncia está relacionada às mudanças no comando do Ministério da Defesa e das Forças Armadas.

No documento, os parlamentares vão argumentar que Bolsonaro tenta, “de forma autoritária”, se apropriar indevidamente das forças militares. Por “interesses pessoais”, os oposicionistas acreditam tratar-se de uma “ameaça” às instituições.

Após a turbulenta segunda-feira em Brasília, com a alteração no comando de seis importantes pastas de uma única vez, o Ministério da Defesa anunciou nesta terça-feira a troca dos três comandantes das Forças Armadas. Edson Pujol, do Exército, Ilques Barbosa Junior, da Marinha, e Antonio Carlos Moretti Bermudez, da Aeronáutica, entregaram os cargos, em consequência da demissão de Fernando Azevedo e Silva.

Para o lugar do ex-titular da Defesa, vai o antigo chefe da Casa Civil, Braga Netto, também general. Os nomes dos substitutos dos comandantes das três Forças ainda não são conhecidos.

O pedido de impeachment é assinado pelos senadores Randolfe Rodrigues (REDE/AP), Jean Paul Prates (PT/RN) e os deputados Alessandro Molon (PSB/RJ), Marcelo Freixo (PSol/RJ) e Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Eles citam cinco crimes de responsabilidade listado na lei 1.079, que trata do impeachment:

– Impedir por violência, ameaça ou corrupção, o livre exercício do voto;

– Servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua;

– Subverter ou tentar subverter por meios violentos a ordem política e social;

– Incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina;

– Provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis.

Aventura antidemocrática

Ao serem demitidos dos cargos por ordem do extremista Jair Bolsonaro, o general Edson Pujol, Comandante do Exército; almirante da Esquadra Ilques Barbosa chefe da Marinha e o tenente-brigadeiro do Ar Antônio Carlos Moretti Bermudez, comandante da Aeronáutica deixaram subentendido tentativa de uso das instituições de Estado em aventura antidemocrática.

Leia +

Senadores querem esclarecimentos sobre suposto plano de Golpe de Estado por parte do dementado Jair Bolsonaro; Comandantes das forças-armadas deixaram subentendido tentativa de uso das instituições em aventura antidemocrática


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.