Reportagem de Bruno Góester publicada nesta terça-feira (30/03/2021) no Jornal O Globo, revela que a oposição no Congresso Nacional vai protocolar na manhã desta quarta-feira (31) pedido de impeachment contra o extremista Jair Bolsonaro por possíveis crimes de responsabilidade por “ameaça à democracia”. A denúncia está relacionada às mudanças no comando do Ministério da Defesa e das Forças Armadas.
No documento, os parlamentares vão argumentar que Bolsonaro tenta, “de forma autoritária”, se apropriar indevidamente das forças militares. Por “interesses pessoais”, os oposicionistas acreditam tratar-se de uma “ameaça” às instituições.
Após a turbulenta segunda-feira em Brasília, com a alteração no comando de seis importantes pastas de uma única vez, o Ministério da Defesa anunciou nesta terça-feira a troca dos três comandantes das Forças Armadas. Edson Pujol, do Exército, Ilques Barbosa Junior, da Marinha, e Antonio Carlos Moretti Bermudez, da Aeronáutica, entregaram os cargos, em consequência da demissão de Fernando Azevedo e Silva.
Para o lugar do ex-titular da Defesa, vai o antigo chefe da Casa Civil, Braga Netto, também general. Os nomes dos substitutos dos comandantes das três Forças ainda não são conhecidos.
O pedido de impeachment é assinado pelos senadores Randolfe Rodrigues (REDE/AP), Jean Paul Prates (PT/RN) e os deputados Alessandro Molon (PSB/RJ), Marcelo Freixo (PSol/RJ) e Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Eles citam cinco crimes de responsabilidade listado na lei 1.079, que trata do impeachment:
– Impedir por violência, ameaça ou corrupção, o livre exercício do voto;
– Servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua;
– Subverter ou tentar subverter por meios violentos a ordem política e social;
– Incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina;
– Provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis.
Aventura antidemocrática
Ao serem demitidos dos cargos por ordem do extremista Jair Bolsonaro, o general Edson Pujol, Comandante do Exército; almirante da Esquadra Ilques Barbosa chefe da Marinha e o tenente-brigadeiro do Ar Antônio Carlos Moretti Bermudez, comandante da Aeronáutica deixaram subentendido tentativa de uso das instituições de Estado em aventura antidemocrática.
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