Após vários testes, OMS confirma que hidroxicloroquina não serve para evitar Covid-19

Paciente com Covid-19 recebendo oxigênio na Ucrânia.
Paciente com Covid-19 recebendo oxigênio na Ucrânia.

Um painel de especialistas internacionais da Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que o medicamento anti-inflamatório hidroxicloroquina não deve ser usado para prevenir a infecção em pessoas que não têm Covid-19.

Para chegar a essa conclusão, os especialistas, que fazem parte do Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes da OMS, analisaram os resultados de seis ensaios clínicos com mais de 6 mil participantes.

Evidências

Segundo o painel, a hidroxicloroquina não teve efeito significativo algum sobre os níveis de morte e admissão no hospital.

Ao mesmo tempo, com grau de certeza moderada, é possível concluir que o medicamento não influencia a taxa de infecção e provavelmente aumenta o risco de efeitos adversos.

O painel afirma que o hidroxicloroquina não é mais uma prioridade de pesquisa. E que a partir de agora, serão avaliadas outras possibilidades mais promissoras.

Essa recomendação se aplica a todas as pessoas, mesmo as que tiveram contato com alguém contaminado. Fatores como recursos, viabilidade, aceitabilidade e equidade não alteraram a recomendação.

Diretivas

O aconselhamento é a primeira versão de uma diretriz da OMS, com o apoio da Fundação Magic Evidence Ecosystem, sobre tratamento para a Covid-19. O objetivo é fornecer orientação confiável e ajudar os médicos a tomar melhores decisões com seus pacientes.

As dicas são úteis ainda em áreas de pesquisa ágeis, como a da Covid-19, porque permitem que os pesquisadores atualizem resumos de evidências avaliados por outros profissionais da mesma área.

Novas recomendações serão adicionadas conforme mais evidências se tornarem disponíveis.

Vacinação

Na segunda-feira, Gana e Cote d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, começaram a vacinar profissionais de saúde.

Os países foram os primeiros a iniciar campanhas com doses fornecidas por meio da Covax, a iniciativa da ONU para a distribuição equitativa da vacina em todo o mundo.

Falando a jornalistas em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, informou que mais 11 milhões de doses serão entregues esta semana. Até o final de maio, 237 milhões serão alocadas a 142 países participantes da Covax.

Segundo Tedros, “é encorajador ver profissionais de saúde em países de baixa renda começando a ser vacinados”, mas o chefe da OMS lamentou que “isso aconteça quase três meses depois que alguns dos países mais ricos iniciaram a imunização. ”

Para a OMS, “esta é uma crise global que requer uma resposta global consistente e coordenada. ”

Aumento

Na semana passada, o número de casos de Covid-19 aumentou pela primeira vez depois de cair por seis semana consecutivas.

As notificações subiram em quatro das seis regiões da OMS, Américas, Europa, Sudeste Asiático e Mediterrâneo Oriental. Apenas África e Pacífico Ocidental não registraram aumentos.

Para Tedros, “isso é decepcionante, mas não surpreendente. ”

Ele disse que a agência atua para entender melhor esses aumentos, mas “parte parece ser devido ao relaxamento das medidas de saúde pública, à circulação contínua de variantes e às pessoas baixando a guarda. ”


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