Novas variantes da Covid-19 em Feira de Santana possuem maior risco de contágio, diz médica infectologista Melissa Falcão

Melissa Falcão: a ideia é entender as relações entre os tipos de coronavírus conhecidos, como eles reagem a diferentes ambientes e até mesmo como se dá o processo de mutações.
Melissa Falcão: a ideia é entender as relações entre os tipos de coronavírus conhecidos, como eles reagem a diferentes ambientes e até mesmo como se dá o processo de mutações.

Em coletiva nesta sexta-feira (05/03/2021), a médica infectologista e coordenadora do Comitê de Combate ao Coronavírus, Melissa Falcão, alerta para o aumento da taxa de contágio das novas variantes da Covid-19 que circulam em Feira de Santana.

No total, quatro cepas identificadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), duas delas do Reino Unido e de Manaus (AM) já em transmissão comunitária no Estado. Outras duas cepas no município têm origem da Nigéria, na África, denominada B1525, e uma variante brasileira B1133 (presente desde dezembro), ambas responsáveis pelo agravamento da doença.

Melissa reforça que, após a confirmação da presença de novas variantes, o momento requer da comunidade cuidados redobrados, como o uso de máscaras, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

“A mudança do perfil nos atendimentos, superlotando os leitos de terapia intensiva (UTI) e a necessidade de ventilação mecânica nos pacientes, reforça que temos uma mutação viral com maior intensidade”, explica.

O prefeito Colbert Filho ressaltou que o Governo Municipal, em parceria com a UEFS e a Fiocruz, realizará testes de Covid com estudo genômico em indivíduos assintomáticos, em áreas de grande circulação de pessoas.

Segundo Edval Gomes, secretário de Saúde, o estudo permite o rastreamento das novas mutações virais decorrentes da expansão global da pandemia.

“A ideia é entender as relações entre os tipos de coronavírus conhecidos, como eles reagem a diferentes ambientes e até mesmo como se dá o processo de mutações”.

Atualmente, os 18 leitos de UTI do Hospital de Campanha continuam funcionando em sua capacidade máxima, e os de enfermaria 90% ocupados –  31 dos 35 leitos. “Temos uma média de 6 a 8 casos novos por dia precisando de internamento”, alerta Francisco Mota, diretor da unidade hospitalar.


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