Desmatamento da Amazônia para março de 2021 é o maior em 10 anos; Governo Bolsonaro promoveu severo retrocesso na preservação ambiental do Brasil

Devastação do bioma da Amazônia foi a maior registrada para marco 2021, desde o ano de 2011. De acordo com levantamento do Imazon, mês teve 810 km² de floresta desmatados, um aumento de 216% em relação ao mesmo período do ano anterior. Dados são divulgados dias antes da Cúpula do Clima convocada por Jor Biden, presidente dos EUA.
Devastação do bioma da Amazônia foi a maior registrada para marco 2021, desde o ano de 2011. De acordo com levantamento do Imazon, mês teve 810 km² de floresta desmatados, um aumento de 216% em relação ao mesmo período do ano anterior. Dados são divulgados dias antes da Cúpula do Clima convocada por Jor Biden, presidente dos EUA.

O desmatamento da Floresta Amazônica em março foi o maior registrado para o mês em dez anos, afirma um levantamento divulgado nesta segunda-feira (19/04) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Segundo o relatório baseado em dados obtidos via Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), foram registrados em março 810 km² de floresta desmatados, área um pouco maior que a cidade de Goiânia. A taxa é 216% superior à registrada em março de 2020 e é a maior para o mês da série histórica realizada desde 2011.

O recorde no aumento da devastação surpreende os pesquisadores. Por ser um período chuvoso, é mais difícil derrubar as árvores nesse momento do ano.

As maiores devastações foram registradas no Pará (35% do total), no Mato Grosso (25%), Amazonas (12%), e Rondônia (11%). A maioria do desmatamento, 66%, ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse, seguidas por assentamentos, com 22%, Unidades de Conservação, com 11%, e Terras Indígenas, com 1%.

Recorde para acumulado do ano

O levantamento também mostrou que o desmatamento na região bateu recorde da série histórica para o acumulado de janeiro a março em 2021. Neste período, foram registrados 1.185 km² de áreas devastadas, mais do que o dobro do ano passado.

O sistema de monitoramento da Amazônia feito pelo o Imazon foi desenvolvido pelo próprio instituto e é baseado em imagens de satélite. Além deste sistema, outros órgãos, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também possuem plataformas próprias de controle de proteção da floresta.

O levantamento do Imazon foi divulgado três dias antes da Cúpula do Clima, uma reunião virtual com 40 chefes de Estado e de governo, comandada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. O presidente Jair Bolsonaro participará do evento e deve responder a cobranças sobre o desmatamento no Brasil.

A política ambiental de Bolsonaro é apontada por ambientalistas como principal responsável pelo aumento do desmatamento da Amazônia, que bateu vários recordes nos últimos dois anos, derreteu a imagem do país no exterior e é alvo constantes de críticas internacionais. Apesar dos números em alta, no início deste mês, o Brasil teria contactado países, como Estados Unidos e Noruega, em busca de ajuda financeira para reduzir a devastação da floresta.

*Com informações do DW.


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