STF deve julgar queixa contra extremista Jair Bolsonaro por genocídio na pandemia

Presidente Jair Bolsonaro é acusado de genocídio contra indígenas durante a condução da pandemia no Brasil. Ministra Cármen Lúcia, do STF, pediu que presidente da Corte marque julgamento de notícia-crime contra o extremista. Presidente é acusado de genocídio contra indígenas na pandemia do coronavírus. Julgamento vai decidir se PGR deve abrir ou não inquérito contra totalitarista.
Presidente Jair Bolsonaro é acusado de genocídio contra indígenas durante a condução da pandemia no Brasil. Ministra Cármen Lúcia, do STF, pediu que presidente da Corte marque julgamento de notícia-crime contra o extremista. Presidente é acusado de genocídio contra indígenas na pandemia do coronavírus. Julgamento vai decidir se PGR deve abrir ou não inquérito contra totalitarista.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que o presidente da Corte, Luiz Fux, marque julgamento de uma notícia-crime apresentada contra o presidente Jair Bolsonaro por suspeita de genocídio contra indígenas na pandemia do coronavírus.

O julgamento vai decidir se a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve abrir ou não um inquérito para investigar o presidente por sua conduta ao vetar trecho de lei para assistência a indígenas durante a crise sanitária, que previa garantia de fornecimento de água potável e insumos médicos. A queixa ainda cita a gestão de Bolsonaro na pandemia em relação ao restante da população.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, já se manifestou contra a abertura do inquérito. No entanto, houve recurso, e o caso começou a ser analisado no plenário virtual. O ministro Edson Fachin pediu que o processo fosse remetido ao plenário do Supremo.

“A manifestação do senhor ministro sobre a questão posta será oportunamente apresentada, quando da prolação de seu voto”, disse o gabinete de Fachin em resposta ao UOL.

A expectativa é de que o caso seja analisado a partir do segundo semestre, quando termina o mandato de Aras.

Segundo a queixa-crime, os crime de genocídio não se referem apenas aos indígenas, mas a toda a gestão de Bolsonaro na pandemia. Apresentada pelo advogado André Barros, a denúncia se baseia em estudos do Centro de Pesquisas e Estudos de Direito Sanitário (Cepedisa), da Universidade de São Paulo.

“O presidente da República buscou, de maneira concreta, que a população saísse às ruas, como de fato saiu, para que contraísse rapidamente a doença, sob a falsa informação da imunização de rebanho”, afirmou o advogado Max Telesca, que representou a defesa da ação.

“Se o STF acatar o arquivamento, serão fechadas as portas do Judiciário para a apuração deste genocídio contra o povo brasileiro”, disse ele na sexta-feira (9), em petição ao Supremo.

Augusto Aras afirmou que Bolsonaro vetou o repasse de insumos aos indígenas porque não havia indicação de orçamento para isso, o que viola a Constituição.

“O que o noticiado [Bolsonaro] fez, portanto, foi cumprir o seu dever de vetar parcialmente projeto de lei. Caso não agisse assim, poderia ser responsabilizado”, defendeu o procurador-geral da República.

*Com informações do Yahoo Notícias.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.