Mercado fitness é aposta de negócios para cooperativa da agricultura familiar de Ribeira do Pombal

Cooperacaju colocou no mercado a Pasta de Amêndoa de Castanha-de-Caju, produto queridinho do momento, desejado por nutricionistas e adeptos à boa forma, que resultou em um aumento de 15% nas vendas.
Cooperacaju colocou no mercado a Pasta de Amêndoa de Castanha-de-Caju, produto queridinho do momento, desejado por nutricionistas e adeptos à boa forma, que resultou em um aumento de 15% nas vendas.

A Cooperativa dos Cajucultores Familiares do Nordeste da Bahia (Cooperacaju), localizada no município de Ribeira do Pombal, viu no mercado fitness a oportunidade de melhorar sua atuação, por meio da ampliação do seu mix de produtos, e apostou em novas opções para aumentar o faturamento.

Além de processar e comercializar castanhas-de-caju, nas versões natural e salgada, a Cooperacaju colocou no mercado a Pasta de Amêndoa de Castanha-de-Caju, produto queridinho do momento, desejado por nutricionistas e adeptos à boa forma, que resultou em um aumento de 15% nas vendas. Em 2020, a cooperativa registrou um faturamento de R$ 596,8 mil. A expectativa para este ano é de incremento de 36,7% na receita.

As pastas estão disponíveis no mercado nas versões integral, com licuri e com 100% de cacau. De sabor doce e suave, os produtos se diferenciam por não apresentarem na sua composição a adição de açúcares, de sal, e não conterem glúten e lactose. Por tais características, tornaram-se a preferência de nutricionistas e adeptos da alimentação saudável.

Icaro Renê, presidente da Cooperacaju, conta que a cooperativa não estava satisfeita em produzir apenas a castanha-de-caju: “Buscamos produzir outros produtos oriundos da nossa castanha e conseguimos ter um ideal, de grande aceitação dos consumidores, para uma alimentação saudável e para todas as horas. As nossas pastas podem ser utilizadas nos pré e pós-treinos ou, até mesmo, no café da manhã, com uma boa torrada”.

Segundo o nutricionista Marcone Oliveira, a pasta de castanha-de-caju é rica em ácidos graxos, que contribuem com o controle do colesterol, em fibras e em minerais, como o magnésio, zinco, cálcio e as vitaminas do complexo B: “É importante consumir com moderação, visto que o produto tem alto valor calórico. Mas não há nenhuma outra restrição ao consumo, pois trata-se de um alimento rico em nutrientes, que ajuda no ganho de massa muscular. Seu consumo também contribui na medida que oferece energia necessária para a prática de atividade física”.

Com manejo adequado e utilização de tecnologia avançada, associada à qualidade das amêndoas, as castanhas-de-caju da Cooperacaju se destacam pelo sabor e se diferenciam por serem oriundas de pomares de cajueiros gigantes, cultivados de forma agroecológica. O processo de beneficiamento das amêndoas é feito para manter as características naturais, a textura crocante, a cor marfim-claro e o sabor suave. Quem degusta as castanhas consegue sentir as gorduras naturais e o aroma verdadeiro da amêndoa de castanha-de-caju.

A qualificação dessa produção foi possível com o investimento de R$ 2,3 milhões, do Governo do Estado, por meio do projeto Bahia Produtiva, aplicados na aquisição de equipamentos e máquinas para qualificar e aumentar a produção, sistema de geração de energia solar fotovoltaico, construção de uma unidade de processamento de Líquido da Castanha-de-Caju (LCC), que visa a diminuição dos impactos ambientais. Os recursos também são para o desenvolvimento de rótulos e embalagens para os produtos, estratégias de comercialização, e assessoria para a obtenção da Certificação Orgânica.

“Nós, agricultores familiares, sabemos produzir com qualidade, mas temos dificuldade em comercializar com essa mesma qualidade. O Bahia Produtiva veio nos proporcionar maior o foco na comercialização, com a abertura de novos mercados e fazer com que as nossas amêndoas cheguem ainda mais longe, proporcionando maiores ganhos para a cooperativa e para todas as famílias envolvidas”, destacou Ícaro Renê.

A produção da Cooperacaju é vendida em lojas da agricultura familiar espalhadas por toda a Bahia e comercializada nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal, Paraná, Sergipe, Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás.

O Bahia Produtiva é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), cofinanciado pelo Banco Mundial.


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