Senador Flávio Bolsonaro diz que intermediou reunião no BNDES para empresário da Covaxin; Possível caso de corrupção do Governo Bolsonaro é investigado pela CPI

Senador Flávio Bolsonaro diz que conhece Maximiano de amigos em comum aqui em Brasília. Segundo ele, a reunião tratou sobre um pedido de financiamento para outra empresa de Maximiano, a Xis Internet Fibra. Montezano, do BNDES, é amigo de Flávio.
Senador Flávio Bolsonaro diz que conhece Maximiano de amigos em comum aqui em Brasília. Segundo ele, a reunião tratou sobre um pedido de financiamento para outra empresa de Maximiano, a Xis Internet Fibra. Montezano, do BNDES, é amigo de Flávio.

O senador Flávio Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira (25/06/2021), conhecer o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiano, por meio de “amigos em comum” e que não tem relação comercial com o empresário. Mesmo assim, o filho do presidente Jair Bolsonaro confirmou ter levado Maximiano para uma reunião com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, em 13 de outubro. O encontro, feito via videoconferência, foi revelado pelo site da revista Veja.

“Conheço o senhor Maximiano de amigos em comum aqui em Brasília, como conheço milhares de pessoas. Mas não tenho absolutamente nenhuma relação comercial, financeira, com o senhor Maximiano”, disse, em vídeo publicado nas redes sociais.

“O que fiz, sim, foi pedir ao presidente do BNDES para que ouvisse a boa ideia trazida pelo senhor Maximiano para que o BNDES pudesse entender e, quem sabe, dar algum suporte para levar internet para o Norte e para o Nordeste”, disse.

A Precisa está no foco da CPI da Covid. A empresa é a representante no Brasil da Bharat Biotech, farmacêutica indiana contratada para fornecer a vacina Covaxin, contra a covid-19. O contrato é de R$ 1,6 bilhão. As 20 milhões de doses acertadas não foram entregues, e o dinheiro não foi desembolsado.

Maximiano e a Precisa estão sob investigação da CPI após o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda afirmar, em depoimento ao Ministério Público Federal, que sofreu “pressão atípica”, por parte de seus superiores, para agilizar a importação dos imunizantes. Em depoimento à comissão nesta sexta, Ricardo Miranda afirmou que também recebeu telefonema de Francisco Maximiano para tratar das vacinas.

*Com informações de Vinícius Valfré, do Jornal Estadão e Revista Veja.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.