Senador Rogério Carvalho denuncia extremista Jair Bolsonaro à PGR por tráfico de influência

Senador Rogério Carvalho (PT-SE) baseia denúncia contra Jair Bolsonaro em documento recebido pela CPI da Pandemia, tornado público pelo jornal O Globo, que mostra o extremista usando indevidamente o cargo que ocupa para pedir ao primeiro-ministro da Índia a liberação de insumos para a produção de cloroquina no Brasil por duas empresas privadas, citadas nominalmente por ele.
Senador Rogério Carvalho (PT-SE) baseia denúncia contra Jair Bolsonaro em documento recebido pela CPI da Pandemia, tornado público pelo jornal O Globo, que mostra o extremista usando indevidamente o cargo que ocupa para pedir ao primeiro-ministro da Índia a liberação de insumos para a produção de cloroquina no Brasil por duas empresas privadas, citadas nominalmente por ele.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) denunciou nesta quinta (10) à Procuradoria-Geral da República (PGR) o presidente Jair Bolsonaro por “tráfico de influência em transação comercial internacional” na compra de insumos para produção de cloroquina por empresas privadas voltadas ao tratamento de Covid-19.

Ele baseia a denúncia em documento obtido pela CPI da Covid, tornado público pelo jornal O Globo, com a transcrição de um telefonema entre o presidente brasileiro e o primeiro-ministro das Índia, Narendra Modi, em abril de 2020.

Na conversa, realizada por iniciativa de Bolsonaro, fica clara a intenção do presidente de se aproveitar do cargo que ocupa em favor das empresas privadas EMS e Apsen, interessadas em receber insumos para aumentar a produção de cloroquina e de hidroxicloroquina para serem usados no chamado “tratamento precoce” de Covid-19. Ele pede ao premiê indiano agilidade na liberação de encomendas feitas pelas duas empresas.

“O Globo apresentou provas graves de que ele [Bolsonaro] agiu com tráfico de influência para favorecer empresas, enganar o Brasil com a cloroquina, ignorar a vacina e promover imunidade de rebanho, com contaminação dos brasileiros ao vírus”, afirmou Rogério.

“O governo deixa suas digitais na aquisição da matéria-prima para produção da hidroxicloroquina e da cloroquina no Brasil”, afirma Rogério, lembrando que o presidente deixou nítido o objetivo de direcionar o medicamento sabidamente ineficaz para o tratamento da doença.

Para o senador, o documento mostra “o presidente da República interferindo na relação com outro país para especificamente algumas empresas privadas”. Além disso, continua, “prova o empenho do presidente em usar cloroquina de forma generalizada, como medida de controle sanitário, o que é absolutamente não recomendável porque não tem eficácia comprovada”.

Segundo Rogério, que é médico especialista em saúde pública, a aposta do presidente e do governo como um todo no uso indiscriminado da cloroquina “passa para a população a sensação de que estaria protegida de contrair a infecção, de adoecer e de morrer.

O senador diz que, ao contrário do que se possa imaginar, “o governo não foi só negacionista, mas trabalhou para produzir a expansão da pandemia e o principal instrumento foi a cloroquina” para garantir a imunidade de rebanho por contágio. “E a gente vê agora quase 500 mil mortos, em função principalmente de medidas desprovidas de amparo científico”, completou.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.