O vereador Fernando Torres (PSD), presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana (CMFS), sonha em ser prefeito e se ilude com a ideia de que tem capacidade para tal missão. O despreparo do edil é apresentado, quase semanalmente, através dos grotescos espetáculos de deseducação que protagoniza no plenário do legislativo municipal e cujos fatos estão sendo revelados na série de reportagens do Jornal Grande Bahia (JGB) denominada ‘Circo dos Horrores’.
Em mais um episódio ocorrido nesta terça-feira (08/06/2021), o vereador anunciou que os recursos devolvidos pelo legislativo à Prefeitura de Feira de Santana, cerca de R$ 2 milhões, devem ser destinados ao aluguel de 50 veículos, que será distribuído da seguinte forma, 10 para Polícia Civil, 10 para Guarda Municipal e 30 para Polícia Militar. Além disso, anunciou que a Câmara Municipal vai doar combustíveis para que os veículos possam rodar.
Ocorre que, ao sugerir ao prefeito Colbert Martins Filho (MDB) a destinação dos recursos unicamente para um setor do orçamento público do município, o vereador prejudica o desempenho de outros segmentos, ao passo em que gera despesa fixa para a administração. Além disso, a segurança pública não é reponsabilidade do governo municipal, somado ao fato da população necessitar de uma rede de atendimento qualificado na área da saúde, haja vista a deficiência deste setor, decorrente do aluguel de casebres como unidades de atendimento.
Ademais, fontes do Jornal Grande Bahia (JGB) levantam a suspeita de que as empresas contratadas para alugar os veículos tenham vínculos diretos e indiretos com alguns dos vereadores e lembra que rumores indicam a existência de um filho de uma política local que tem como atividade a locação de veículos para administrações municipais.
“Pode ocorrer uma tentativa de transferência de recursos do município para o setor privado. O aluguel dos veículos é muito bom para os negócios de quem aluga e para quem vende combustível”, diz a fonte.
A denúncia da fonte levanta questionamento sobre o fato de Fernando Torres ser proprietário de postos de combustíveis e que filhos e irmãos do edil também têm propriedades no segmento, ou seja, mais veículos, mais consumo de combustível, algo muito bom para os negócios da família. Mas, seria bom para o interesse da municipalidade?
Os fatos ensejam, mais uma vez, a necessidade do Ministério Público da Bahia (MPBA) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) verificar o que se passa no legislativo de Feira de Santana, haja vista que algumas práticas aparentam ser incompatíveis com a legislação e a ética pública.
Confira pronunciamento do vereador Fernando Torres
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