O extremista presidente Jair Bolsonaro, que não conseguiu criar a Aliança pelo Brasil, ainda não tem legenda para concorrer à reeleição na eleição de 2022. Para se candidatar, é obrigatório ser filiado a alguma sigla.
O filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), admitiu que o PP seria uma alternativa. O presidente da República foi filiado ao PP entre 2005 e 2016.
De acordo com o jornal O Antagonista, Ciro Nogueira também tenta atrair ministros de Bolsonaro, como Fábio Faria (Comunicações, hoje no PSD), Tereza Cristina (Agricultura, hoje no DEM) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional, ex-PSDB), além do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (ex-Novo).
O senador é o comandante-em-chefe do partido pelo qual Bolsonaro foi filiado entre 2005 e 2016. Como o jornalista Matheus Pichonelli contou em sua coluna no Yahoo! Notícias desta quinta-feira (22/07/2021), o PP é a legenda com mais políticos investigados pela Lava Jato.
A força-tarefa chegou a mover uma ação contra o partido por improbidade administrativa. Pedia que 10 de seus integrantes devolvessem aos cofres públicos mais de R$ 2,3 bilhões supostamente desviados da Petrobras.
Minirreforma ministerial de Bolsonaro
Acuado de um lado pela CPI, de outro pelas pesquisas eleitorais, o presidente Jair Bolsonaro reagiu abrindo de vez o governo ao PP, maior partido do centrão.
Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (21) que haverá uma “pequena reforma” nos ministérios e que as mudanças ocorrerão até a próxima semana, mas a expectativa é a de que se concretizem até sexta-feira (23).
Com isso, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que comanda a minoria governista na CPI, deverá assumir a Casa Civil, de onde fará a articulação política com o amigo Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados.
O general da reserva Luiz Eduardo Ramos foi demitido demitido da Casa Civil, e vai para a bem menos prestigiada Secretaria-Geral da Presidência, onde está Onyx Lorenzoni, do DEM.
Para que o aliado Lorenzoni não fique sem um posto, Bolsonaro vai recriar e entregar-lhe o Ministério do Trabalho, rebatizado Ministério do Emprego e Previdência, desmembrando o superministério da Economia de Paulo Guedes, de acordo com a Folha de S. Paulo.
*Com informações do Yahoo Notícias.
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