Banco Mundial pretende expandir acordos sobre pesca sustentável na Amazônia

O Banco Mundial quer fazer chegar o Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia a mais 10 comunidades da região. A iniciativa, também conhecida como ASL Brasil, é financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente, GEF.

A instituição revelou que a nova etapa de execução levará em conta o que se aprendeu com cinco acordos firmados nos últimos dois anos. O Projeto ASL agrega esforços de diversos parceiros para proteger a região.

Subsistência

A Amazônia brasileira é conhecida pela sua incrível biodiversidade, que inclui inúmeras espécies de água doce. A região favorece a pesca de todo tipo: para subsistência, esportiva e comercial.

Mas a pesca esportiva e a pesca predatória ameaçam o ganha-pão daqueles que dependem da prática para viver. Além disso, a quantidade e o tamanho dos peixes também podem ser afetados se a captura ocorrer durante o período de reprodução, ou defeso, interrompendo o ciclo de crescimento.

Com a liderança do Ministério do Meio Ambiente brasileiro, a iniciativa é executada em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Amazonas e a ONG Conservação Internacional.

Associações, universidades e empresas de pesca esportiva locais também participaram das conversas e negociações com as comunidades.

Acordos

A atuação na temática das paisagens sustentáveis faz parte do programa regional voltado especificamente para a Amazônia, e envolve projetos no Brasil, na Colômbia e no Peru.

Coordenadora do projeto no Brasil, Bernadete Lage considera importante a troca de experiência e aponta que “a cooperação internacional faz parte dos objetivos do ASL Brasil”.

Com quatro acordos firmados em 2020 e um em 2021, o Projeto ASL Brasil está capacitando cerca de 700 famílias e mil pescadores da região para fortalecer a governança e o manejo da pesca sustentável. Assim é garantida a fonte de renda das famílias que dependem da prática.

Atividades como pesca e aquacultura podem gerar cerca de US$ 100 bilhões por ano.

Fauna

Os acordos definem as práticas de pesca permitidas na região dos rios para os pescadores locais e também para os pescadores esportivos e comerciais. Além de preservar a fauna aquática, os acordos também protegem a mata ciliar e outros corpos hídricos.

Entre os resultados positivos da iniciativa estão a ajuda para fortalecer as comunidades, para desenvolver a capacidade de governança e fomentar o diálogo e a cooperação entre as comunidades e o governo.

*Com informações da ONU News.


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