Com apoio massivo do Estado, economia da França tem desempenho melhor que o esperado

A imprensa francesa analisa nesta segunda-feira (23/08/2021) a recuperação econômica na França, na Europa e nos mercados mundiais, mais rápida e com resultados superiores às previsões, apesar da persistência da pandemia do coronavírus.

O jornal Le Parisien nota que os franceses tinham sido preparados para uma atmosfera de “suor e lágrimas” após os sucessivos períodos de lockdown e toque de recolher. No entanto, o retorno das férias de verão se dará num clima de otimismo nos negócios. O desemprego continua recuando e voltou ao patamar pré-crise, a uma taxa de 8%. Já o crescimento da economia francesa é estimado em 6% em 2021, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Estatísticas (Insee).

A equipe econômica do presidente Emmanuel Macron comemora os resultados da doutrina adotada pelo governo: o apoio do Estado à economia “custe o que custar”. Durante o último ano e meio, o Estado francês despejou € 250 bilhões para financiar o desemprego parcial, o fundo de solidariedade às empresas, incentivos fiscais e outras medidas que evitaram falências em massa e permitiram à indústria, ao comércio e ao setor de serviços correrem atrás dos prejuízos.

O ministro da Economia e das Finanças, Bruno Le Maire, diz que o espectro do pior “finalmente parece ter ficado para trás”. “A economia está funcionando com 99% de sua capacidade em comparação com 2019”, destacou Le Maire em entrevista ao site de informações Sud-Ouest. Exceto um “acidente” pandêmico nos próximos meses, o consumo continuará aquecido. A principal “arma” do governo para evitar um retrocesso é a vacinação, que funciona como um escudo de proteção à economia, segundo o ministro.

Crise superada para os acionistas

O jornal Les Echos ressalta que falta pouco para os dividendos globais retornarem aos níveis anteriores à crise. Até o final de 2021, a distribuição de dividendos pode chegar a US$ 1,390 trilhão em todo o mundo, segundo relatório da empresa de investimentos Janus Henderson. Esse montante é apenas 3% inferior ao registrado em 2019, um ano de lucro recorde para os acionistas.

Na Europa, os dividendos tiveram alta de 66% no segundo trimestre em relação ao ano passado. “A crise acabou para os acionistas”, conclui o estudo da empresa americana, prevendo que “a maior parte desse caixa excedente será gasta com investimentos, aquisições e compra de ações, mas uma parte também será paga aos acionistas na forma de dividendos”.

*Com informações da RFI.


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