Agricultores familiares quilombolas da zona rural de Monte Santo melhoram a criação de caprinos

Foram destinados recursos de R$ 649,8 mil, visando o aumento da renda de 45 famílias e a possibilidade de acesso ao mercado.
Foram destinados recursos de R$ 649,8 mil, visando o aumento da renda de 45 famílias e a possibilidade de acesso ao mercado.

A comunidade quilombola Lage do Antônio, no município Monte Santo, no Território de Identidade Sisal, está incrementando a criação de caprinos com o apoio do Governo Rui Costa, por meio do projeto Bahia Produtiva.

Foram destinados à Associação Comunitária dos Produtores Rurais do Quilombo Remanescentes de Lage do Antônio recursos de R$ 649,8 mil, visando o aumento da renda de 45 famílias e a possibilidade de acesso ao mercado.

Para isso, já foram entregues nove trituradores, 45 comedouros, 45 bebedouros e 45 apriscos para rebanho. Está prevista também a entrega de 234 matrizes e reprodutores de caprinos. Além disso, a comunidade é atendida com serviço de assistência técnica e extensão rural (ATER).

A agricultora familiar Osvaldina Pereira comemora a chegada de mais estrutura para a criação dos animais: “Os investimentos estão fazendo grande diferença na nossa propriedade. Tínhamos muita dificuldade de fazer alimentação para os animais e hoje é a nossa maior riqueza. O projeto Bahia Produtiva veio para mudar e fazer a diferença na nossa comunidade”.

O agricultor Damião Santos destaca a importância dos apriscos: “Cada um tem a capacidade para 30 animais. Está bom demais. Os bichos não tomam sol e chuva, têm onde se abrigar e se proteger de outros animais”.

Para o Assistente Comunitário Rural (ACR) Júnior Silva, que presta assessoria à comunidade, o triturador forrageiro diminuiu os custos de produção: “Vai permitir que as famílias usem mais os recursos disponíveis na propriedade e transformem em ração animal, já que sem a forrageira não era possível e eles tinham que comprar estas rações. A partir desse equipamento, eles começam a aproveitar os recursos de plantas da Caatinga, restos de produção da farinha de mandioca, trituram o próprio milho e licuri, produzem feno e silagem. Com diminuição dos custos, conseguem lucrar mais e obter resultado financeiro satisfatório”.

O Bahia Produtiva é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), cofinanciado pelo Banco Mundial, e já investiu R$60,2 milhões na ovinocaprinocultura, beneficiando diretamente 3.753 famílias de toda a Bahia, desde no apoio à produção quanto à comercialização.

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