Lisboa: Manuel Videira lança ‘Angola, Um Intelectual na Rebelião’; Obra de autoria de Manuel Videira é lançada na UCCLA

Convite do lançamento do livro Angola, Um Intelectual na Rebelião'.
Convite do lançamento do livro Angola, Um Intelectual na Rebelião'.

A biografia, contada na primeira pessoa e sem censura, da luta por uma Angola livre, está retratada no livro ‘Angola, Um Intelectual na Rebeliã’ da autoria Manuel Videira, que será lançado na quinta-feira (14/10/2021), às 17 horas, no auditório da  União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

A apresentação da obra estará a cargo de Adolfo Maria e Jean-Michel Mabeko-Tali.

Sinopse

Quando a bota do colonialismo calcava Angola, jovens idealistas atreveram-se a ser livres. Manuel Videira foi um deles. Estudante de medicina na Universidade de Coimbra, vindo de barco da sua Angola natal, junta-se a outros africanos na mítica Casa dos Estudantes do Império e embarca na luta pela libertação da pátria. Sem olhar para trás. Da espectacular fuga de mais de cem estudantes africanos para França, passando pelo Congo recém-independente ou pela Argélia livre, Manuel Videira viu um país nascer em directo – e ajudou no parto.

Esta é a história, contada na primeira pessoa e sem censura, da luta por uma Angola livre. O exílio no Congo, as divergências entre os movimentos independentistas, as lutas de poder internas no MPLA, os treinos militares em campos secretos na Argélia, a guerrilha na Frente Leste, a Revolta Activa, o racismo, os dias alegres da independência e as desilusões e a repressão que se seguiram.

Biografia

Manuel Videira nasceu em Angola, Porto Amboim, em 1935. Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra, em 1961, tendo sido dirigente eleito da Associação Académica. Sócio da Casa de Estudantes do Império e um dos organizadores da fuga de estudantes para França em 1961. Em Paris, filia-se no MPLA, tendo organizado nova fuga clandestina, desta vez para o Gana, no mesmo ano, de onde partiu para Léopoldville. Foi um dos fundadores do CVAAR (Corpo Voluntário Angolano de Assistência aos Refugiados), organismo que serviu de ponta de lança à penetração política do MPLA no Congo. Combateu na guerrilha do MPLA e, mais tarde, fez parte da Revolta Activa. Com a independência regressou a Angola, tendo sido preso durante 2 anos, 6 meses e 14 dias. De volta à vida civil, foi médico (cirurgião e urologista) e director-geral do Hospital Universitário Américo Boavida. Está reformado com a patente de Coronel.


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