Selecionadas para redução das mamas serão operadas até início de 2022, informa Hospital da Mulher de Feira de Santana

Em 2013, o Programa de Gigantomastia foi implantado no Hospital da Mulher de Feira de Santana. Durante esse período beneficiou 246 mulheres.
Em 2013, o Programa de Gigantomastia foi implantado no Hospital da Mulher de Feira de Santana. Durante esse período beneficiou 246 mulheres.

O Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher de Feira de Santana), promoveu um encontro na manhã desta quarta-feira (20/10/2021), com todas as mulheres selecionadas para cirurgia de gigantomastia, redução da mama gigante.

São 64 pacientes (grau 5), do último multirão, que já passaram pelas primeiras etapas de avaliação, de acordo com os critérios do Programa de Gigantomastia (PROEG), outras que já realizaram a cirurgia de redução de mama, entre os anos de 2020 e 2021, também participaram do encontro.

“O objetivo desse encontro foi para tranquilizar as mulheres selecionadas e que aguardam a cirurgia que elas serão chamadas. Devido a pandemia da Covid-19 tivemos que reduzir os procedimentos”, afirmou o cirurgião plástico e coordenador do programa, César Kelly.

O médico observa que devido ao peso dos seios, as mulheres apresentam problemas de saúde, como dores nos ombros e na lombar, como também insatisfação sexual e problemas emocionais.

“Nós queremos recuperar a dignidade feminina, o equilíbrio psíquico e a saúde delas. Somos uma equipe motivada pelo sorriso e a emoção nos olhos dessas mulheres a cada cirurgia que fazemos”, diz César Kelly.

250 mulheres operadas

O Programa de Gigantomastia foi implantado no Hospital da Mulher em 2013. Durante esse período já beneficiou 246 mulheres feirenses, todas elas de baixa renda – 1.200 passaram por avaliação.

Segundo a diretora presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, “a meta é operar todas as feirenses do último mutirão que já passaram em todas as avaliações e que atendem as exigências do programa até o início do próximo ano”.

“É uma vontade do prefeito e prioridade nossa ampliar as cirurgias eletivas, como as de ginecologia e das mamas, a fim de evitar que sejam futuras pacientes de urgência e emergência”, afirma.

Autoestima

Uma das contempladas com a cirurgia para redução das mamas é Ana Paula Araújo Santana, 36 anos. “Eu vivo a base de remédios por conta das dores nos ombros e na cervical”, conta enfatizando que os seios grandes afetam sua autoestima.

“É muito difícil achar um biquíni, uma roupa que caiba em mim. Além disso, as pessoas ficarem olhando impressionadas, o que me causa constrangimento”, pontua.


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