100 anos depois, 50% dos diabéticos ainda enfrentam barreiras no acesso à insulina

Segundo a OMS, poucos produtores dominam o mercado e sistemas de saúde fracos prejudicam tratamento dos pacientes.
Segundo a OMS, poucos produtores dominam o mercado e sistemas de saúde fracos prejudicam tratamento dos pacientes.

O mundo tem cerca de 60 milhões de pessoas com diabetes do tipo 2, que precisam de insulina, mas uma entre duas não tem acesso a este tratamento tão essencial. Em um novo estudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que “preço alto, pouca disponibilidade e poucos produtores dominando este mercado” são as principais barreiras ao acesso universal.

Outro fator prejudicial aos pacientes são as falhas nos sistemas públicos de saúde. O diretor-geral da OMS lembra que “os cientistas que descobriram a insulina há 100 anos se recusaram a lucrar com o feito e venderam a patente por apenas um dólar”.

3 empresas controlam o mercado

Cerca de 9 milhões de pessoas com diabetes do tipo 1, que precisam da insulina, conseguem ter uma vida normal. Com a insulina e sem o hormônio, a doença poderia ser fatal.

Já 60 milhões de pessoas no mundo com diabetes do tipo 2 têm na insulina um aliado para reduzir riscos de falhas nos rins, cegueira e até amputação de membros do corpo.

Recomendações da OMS

O relatório da OMS revela também que três entre quatro pessoas vivendo com diabetes do tipo 2 estão fora da Europa e da América do Norte, mas representam menos de 40% das receitas com a venda da insulina.

O documento é divulgado nesta sexta-feira para marcar o aniversário de 100 anos da descoberta da insulina e também o Dia Mundial da Diabetes, no domingo, 14 de novembro.

No relatório, a OMS faz uma série de recomendações para ampliar o acesso: acelerar a produção, diversificando a base manufatureira; regulamentar os preços e o mercado produtor e promovendo a transparência nos preços; garantir que a ampliação no acesso à insulina é acompanhada de um diagnóstico rápido, aumentando ainda o acesso a aparelhos para medir os níveis de açúcar no sangue e para injetar a insulina.

A agência da ONU afirma que já foram realizados nos últimos meses vários diálogos com empresas e fabricantes, sendo que a indústria se comprometeu com algumas ações, incluindo o desenvolvimento de uma política para melhorar o acesso à insulina biossimilar.

*Com informações da ONU News.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.