Mais de 30 médicos reforçam equipes assistenciais nas regiões afetadas pelas enchentes na Bahia; Governo Bolsonaro enviou apenas 23 dos 119 médicos prometidos

SESAB reforça equipe de médicos que atuam nas regiões afetadas pelas chuvas de novembro e dezembro de 2021.
SESAB reforça equipe de médicos que atuam nas regiões afetadas pelas chuvas de novembro e dezembro de 2021.

Contrariando as expectativas, o Ministério da Saúde enviou apenas 23 médicos à Bahia, do total de 119 prometidos pelo ministro Marcelo Queiroga, para atender a população atingida pela catástrofe ambiental que culminou em mais 90 mil pessoas desabrigadas e desalojadas e em 156 municípios em situação de emergência. Adicionalmente, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) remanejou oito médicos do quadro para atuar na região. Além de socorrer os feridos, os profissionais de saúde têm a missão de minimizar os efeitos do contato com as águas sujas das enchentes e combater doenças como cólera, leptospirose, hepatite, doenças diarreicas e febre tifoide, por exemplo.

Todos eles já desembarcaram em Ilhéus e estão em deslocamento para os seguintes municípios: Gandu, Itajuípe, Piraí do Norte, Dário Meira, Teolândia, Canavieiras, Apuarema, Nova Ibiá, Ibicaraí, Angical, Paratinga, Wanderley, Cotegipe, Jucuruçu, Itamaraju, Prado, Medeiros Neto, Ibicuí, Itarantim, Jiquiriçá, Ubaíra e Amargosa.

De acordo com a secretária estadual da Saúde da Bahia, Tereza Paim, a distribuição dos médicos foi feita pela Sesab em parceria com Conselho de Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems-BA). “Buscamos uma equidade com foco nos municípios muito afetados e com população desabrigada e desalojada. Periodicamente novas avaliações serão feitas, a fim de incluir novos municípios”, destaca a secretária.

Vinda de São Paulo, a médica Rita Cândido fala da sensação de vir à Bahia nesse momento: “É muito gratificante e emocionante trabalhar para suprir as necessidades médicas de uma a população que tem sofrido muito.” Já o médico paraibano Gomes Machado tem uma motivação a mais porque “estou ajudando meu povo porque minha família também é baiana. A gente se formou pra isso, para salvar vidas e não há nem o que se discutir quanto a isso. Temos de estar onde se precisa de um médico” Para a sergipana Josefa Oliveira, o sentimento é de esperança: “Estar aqui, contribuindo, compartilhando o que estudamos e oferecendo o nosso trabalho para quem mais está precisando nesse momento nos faz acreditar na vida, mesmo após as piores tragédias”.


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