A Força Aérea de Taiwan alertou nesta quinta-feira (24/02/2022) que nove aeronaves chinesas entraram na zona de defesa aérea.
Os aviões voaram por uma área a nordeste das Ilhas Prata, controladas por Taiwan. A frota era composta por oito caças J-16 de fabricação chinesa, além de um avião de reconhecimento Y-8.
O J-16 é um caça multifunção e um dos aviões mais novos da frota chinesa, que tem mais de 150 aeronaves em operação.
Taiwan disse que empregou forças de patrulha aérea para expulsar os aviões chineses e monitorar a situação. Mísseis de ataque terra-ar foram colocados em estado de alerta por prevenção.
Nove aeronaves do ELP [Exército de Libertação Popular] (Y-8 RECCE e J-16 *8) entraram a sudoeste do espaço aéreo de Taiwan em 24 de fevereiro de 2022.
As entradas de aviões militares chineses em Taiwan são bastante comuns. Em janeiro, a China colocou cerca de 54 aeronaves perto de Taiwan, com 39 delas voando simultaneamente a sudoeste do país insular.
Na ocasião, bombardeiros H-6 e um Y-8 de patrulha marítima estiveram na região.
Caças J-20 podem ‘desafiar’ Força Aérea de EUA
Os caças chineses de quinta geração J-20 e os mísseis contra porta-aviões, armas hipersônicas e sistemas antiaéreos constituem um conjunto “poderoso e mortal”, de acordo com o portal 19FortyFive.
Segundo escreve o site, esse armamento pode desafiar a Força Aérea norte-americana em um conflito potencial por Taiwan.
“Os Estados Unidos se acostumaram a ser o rei do céu nos últimos 20 anos de conflitos no Oriente Médio e no sul da Ásia. Nenhuns insurgentes ou terroristas poderiam ameaçar os americanos no ar. Mas agora há a China para eles se preocuparem”, diz o artigo no portal.
Nota-se que os J-20 se destacam pela excelente manobrabilidade, aviônicos e sistemas de rastreamento. Como um dos principais pontos fracos são nomeados seus motores, que não respondem aos requisitos de baixa detectabilidade.
Mesmo assim, de acordo com a publicação, a China planeja fabricar mais de 500 unidades do J-20.







