Um dos primeiros compromissos do presidente russo Vladimir Putin após a invasão da Ucrânia foi um encontro com empresários do país. No evento, Putin disse que a Rússia continua sendo parte da economia mundial e que, portanto, não pretende “prejudicar o sistema de administração internacional do qual a Rússia faz parte”.
O mandatário russo disse estar preparado para as sanções que lhes serão impostas mas que os empresários devem entender que, por considerações geopolíticas, haverá restrições.
“Nesse sentido, gostaria de apelar a vocês para que entendam o que está acontecendo e possam trabalhar de forma solidária com o governo para buscar ferramentas para manter a produtividade e os empregos, considerando a situação atual”.
Putin afirmou ainda que o governo russo vê como objetivo principal garantir mais liberdade e estabilidade para o empresariado.
“A única resposta que posso dar é tornar mais livre a atividade empresarial. Obviamente dentro de um certo limite, como disseram meus colegas, para termos uma certa previsibilidade, tanto do ponto de vista do governo quanto do ponto de vista do setor privado”.
Presidente Vladimir Putin sobre operações especiais militares na Ucrânia: Rússia foi deixada sem opções
O presidente da Rússia, Vladimir Putin afirmou em um encontro com empresários russos, no início da noite desta quinta-feira (24), em Moscou, que “Rússia foi deixada sem opções”, ao se referir às operações especiais militares na Ucrânia.
De acordo com Putin, a Rússia estava se preparando para esta situação envolvendo a Ucrânia, analisando os riscos.
Sobre as sanções econômicas que continuam sendo impostas ao país e ações futuras para o setor empresarial, o presidente destacou que a Rússia faz parte da economia mundial e não vai prejudicar esse sistema.
“Os parceiros econômicos da Rússia não devem expulsar o país do sistema financeiro internacional, mas de certeza, haverá restrições”, disse Putin.
Levando-se em conta a atual crise geopolítica, os empresários devem procurar novos instrumentos junto ao governo do país para garantir investimentos e linhas de crédito.
“O que está acontecendo é uma medida forçada. Não nos deixaram chances para agir de outra forma. Criaram tais riscos na esfera de segurança que não era possível reagir com outros meios”, disse Putin.
Segundo o chefe da União Russa de Industriais e Empresários (RUIE, na sigla em inglês), Alexander Shokhin, as empresas russas terão de trabalhar em condições difíceis.
“Não apenas o Estado, a economia como um todo, aprendeu a sobreviver à crise, mas também os negócios russos. Desde 2014, aprendi a me adaptar aos fenômenos de crise e, além disso, aprendi a resolver problemas de desenvolvimento”, afirmou Shokhin.
Para o líder da RUIE, será necessário implementar uma estratégia de substituição de importações e avaliar quais parceiros estão prontos para continuar a cooperação a depender da oportunidade e sucesso das ações do Kremlin.
Na última segunda-feira (21/02/2022), após o reconhecimento de Moscou das duas repúblicas do Donbass, EUA, Reino Unido e Austrália impuseram uma “primeira parcela” de fortes sanções contra a economia russa atingindo diretamente bancos de desenvolvimento estatais e transações com a dívida soberana do país, bem como líderes do governo e figuras sociais.
Ainda nesta quinta-feira (24/02), o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, pediram que a Rússia fosse cortada do sistema de transações bancárias da Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais (SWIFT, na sigla em inglês), com sede em Bruxelas. No entanto, o presidente dos EUA, Joe Biden, já rejeitou esses pedidos anteriormente.
*Com informações da Agência Brasil e Sputnik Brasil.
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